sexta-feira, 27 de março de 2009

Crime perfeito


Suzana estava prestes a descobrir.

Por mais que Johnatan tentasse disfarçar, não dava mais para esconder sua participação naquele crime.

E mesmo que ele não quisesse acreditar, aquilo que havia começado como uma ardente paixão não terminara bem.


– Nega agora! Fala que você não teve nenhuma participação naquela noite!
– Suzana, quantas vezes vou ter que repetir que fiz tudo por amor?
– Amor? Isso é no máximo uma paixão. Amor não destrói e essa sua paixão doentia só provocou o mal.
– Não fale assim, querida! Vamos voltar a falar de amor... eu não queria tudo fosse assim.
[lágrimas, muitas lágrimas de Suzana]
– Se não quisesse não teria feito. Por que logo na primeira suspeita não disse que era mesmo você? Por que me deixou sofrer, chorar, temer? Acreditar que não tinha vínculo algum com isso?
– Porque ela não me permitiu! – gritou. Ela! Ouviu bem? Ela!!!
Suzana em estado de choque não podia acreditar que sua amiga, sua melhor amiga teria sido cúmplice de sua própria morte... cúmplice daquele crime que havia transformado sua vida em pesadelo.
– Ela não minha cúmplice, ela me forçou. Ela quem arquitetava tudo, me passava os dados me mandava te seguir.
– Ah Jonahtan, quantas e quantas noites de sono eu perdi por saber que você estava por perto. Quantas e quantas lágrimas eu derramei por desconfiar de que o que eu sentia por você nunca valeu nada!
[silêncio...]
– E o pior é pensar que ela estava por trás de tudo! Nos bastidores e, ao mesmo tempo, no palco. Sempre me acolhendo, me consolando, me protegendo... como eu fui tola!
– Sei que você nunca vai acreditar, mas eu não quis fazer nada disso. Ela também não queria te prejudicar. Era só uma brincadeira.
– Brincadeira? Vocês estavam brincando com a minha vida!?
– Não! Com seus sentimentos...
– Ah, como isto me conforta!
– Mas sei que brincamos da forma errada.
– Tão errada que ela se foi. Se foi no meu lugar.
– Não, não. Ninguém ia morrer. Ia ser tudo perfeito. Viveríamos nós três.
– Hahaha! Não existe crime perfeito!
– Mas a brincadeira vai continuar...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Notas rápidas (rápidas?)

Para os próximos textos estava previsto algo que falasse de Carnaval e Formatura, repsectivamente. Mas esta que vos fala (ou melhor, que vos escreve), não teve tempo, força de vontade ou algo parecido para parar por alguns minutos e relatar dois momentos mágicos de sua vida. Mas não vamos condená-la assim tão fácil. Quero crer que a falta de inspiração tenha vindo do fato de ela não praticar mais o belo ato de andar de ônibus todos os dias. Sim, aos desavisados, informamos que Mara Bianchetti foi consagrada, por ela mesma, como a jornalista do busão. ...É que a inspiração só vem quando ela está dentro de um, entupida, espremida, sem poder escrever... vai entender!

Pois bem, como uma boa jornalista que agora sou, vou ministrar um rápido mini curso de algumas linhas de leitura sobre PAUTA. Na falta de pautas para uma edição de jornal, revista, programa, etc, etc, etc, fazemos o quê? O quê? Você aí... é, você mesmo que está sentado nessa cadeira horroroosa, de frente para o computador (que está velho, hein? Nuhh!), reponda-me rapidamente. Não sabe? Então outra pessoa... você! Você que está com um notebook no colo (posa de rico, mas dividiu a compra em 365x COM JUROS no cartão). Não sabe também. PeloamordeDeus, gente! Na falta de uma boa pauta, a gente CRIA uma boa pauta!!!! (aê, palmas para mim, por favor!).

Passado esse momento #nadaaver que eu acabei de ter, vamos ao que interessa. Dei esse mini curso sobre pauta para vocês, só para explicar que, na falta de das pautas (ou da coragem de trabalhar com elas) o que eu farei? Reunirei todas em elas em um texto só! Que tal? Ótimo, né? (Não gostou, ok, tudo bem, eu espero você clicar no ‘xizinho’ lá em cima, no canto da tela. Tchau!).

Então vamos às notas!

“...paz, CARNAVAL, futebol... não mata, não engorda e não faz mal...”

Tanto fiz e falei sobre as expectativas da realização de um grande sonho e acabei por não publicar nada aqui. Mas, resumidamente, eu posso falar que vale a pena, gente! Vale muiiiito a pena! O Carnaval de Salvador é fantástico sim, tem muita gente linda sim (e muita gente feia também, PQP!!!) e muita, muita, muita música baiana! Ah você não gosta? Prefere trance? (bleh) Pode ir porque toca lá também.. e em cima do trio. Sertanejo? Ihh, bomba lá, meu filho! Prefere p-a-g-o-d-e? Vai que tem também. Rock? É, aí tem, mas em menor proporção, tá? Mas vez ou outra alguma banda convida umas bandas pops como Jota Quest, Biquini Cavadão, etc pra subir no trio. É ainda mais cult? (cof! Cof! Cof!). Então vai e sai no bloco do JAMMIL porque lá até Caetano Veloso tem!

Ao total foram sete dias de muita felicidade, alegria e diversão. Eu e meu amor aproveitamos cada minuto ao lado de pessoas muito especiais... fãs do JAMMIL, do Asa, do Chiclete, do Psirico (os cordeiros, pow!). Deu ainda para pegar uma praiazinha, gastar um pouquinho de dinheiro, ganhar presentes, comer MUITOOOOO ACARAJÉ (hum...) e fazer trancinhas no cabelo e novas amizades (Lana foi uma pessoa muito especial que conhecemos por lá... nossa próxima parada será em NATAL!!!).

Pena que teve que acabar... cada momento foi especial. Por incrível que pareça, posso dizer que foi a melhor maneira de comemorar minha formatura (calma que lá vem mais coisa sobre esta parte). E que venha o próximo Carnaval em Salvador... (calma mãe, calma pai! Só daqui uns anos! Heheh).

“Prometo exercer a minha profissão em benefício do interesse público. Defender a liberdade de expressão. Respeitar o código de ética, zelar pelas instituições democráticas do meu país. ASSIM PROMETO”!

E não é que agora sou jornalista messssmo, gente? Formei! É, formei!!! Com direito a Colação de Grau, retaurante, missa, festa e um belo dum evento (piada interna – kkk): o meu churrasco!!!

Para os desavisados, desnaturados ou não convidados, a formatura ocorreu a partir do dia 04 de março. Um sonho!!! A Colação de Grau foi um momento mágico! Realmente é uma coisa de arrepiar... chorei d++++ (tá Mara, agora conta uma novidade). Teve família, amigos, colegas de sala... pura emoção. Papai e mamãe (os responsáveis pela realização do sonho); tia Eva e tia Márcia; tio Paulinho e tio José Carlos; Vó Aparecida; Cris e Juinho. Bia, Gabi, Vilma e tia Ana. Ana e Tiago. Teve também a Maísa formando junto comigo e a família dela.

Na sexta, dia 06 foi a missa. Com todo o perdão de Deus, um FIASCO! Que que foi aquilo, alguém me explica? O padre num falava nada com nada e nada com concordância verbal. O cerimonial deixou a desejar, a igreja era longe e pra completar, pularam a minha leitura... kkkk bem feito! (Pode falar você pensou exatamente isso). Depois da missa, pelo menos, fomos para a festa da Simone. Esta sim foi show!!! Dançamos, bebemos e curtimos até altas horas!

E no sábado foi o tão expero dia do meu churrasco. Muita alegria, diversão e felicidade. Tudo reunido ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Posso dizer, com toda convicção, que foi a melhor maneira que encontrei de fechar com chave de ouro esse ciclo da minha vida. Os amigos, os verdadeiros amigos, estavam todos presentes!!! Tinha colegas de trabalho e tinha família também. Mas o melhor era que tinha papai e mamãe!

Pena que teve que acabar... cada momento foi especial. Por incrível que pareça, posso dizer que foi a melhor maneira de comemorar minha formatura (a repetição foi intensional). E que venha a próxima formatura... (calma mãe, calma pai! Só daqui uns anos! Heheh).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Acordes de um fevereiro feliz


“Já pintou verão, calor no coração, a festa vai começar... Salvador se agita, numa só alegria, eternos Dodô e Osmar... Na avenida Sete, da paz eu sou tiete, na Barra o Farol a brilhar, carnaval na Bahia, oitava maravilha, nunca irei te deixar, meu amor... Eu vou, atrás do trio elétrico vou, dançar ao negro toque do agogô, curtindo minha baianidade nagô... Eu queria, que essa fantasia fosse eterna, quem sabe um dia a Paz vence a guerra, e viver será só festejar...”

“Se tem Chiclete eu to lá, se tem Chiclete eu to lá, se tem Chiclete eu to lá...”

“We are carnaval, we are folia, we are the world of carnaval, we are Bahia...”

“Tem Babado lá, Chiclete aê, Ivete lá, Oludum no Pelô, Dodô e Osmar, Timbalada no gueto...”

“Extravasa! Libera e joga tudo pro alto [em Salvador]...”

“A pele toda arrepia, solta o cordão da alegria, não vou quietar o meu facho, me encaixo, me acho no seu carrossel... No corredor da folia, acho que hoje é o dia, não venha de salto alto, descola o pé do asfalto, nosso limite é o céu...”

“Já que Minas não tem mar... [eu vou pra Bahia]...”

“Te espero no farol, pra ver o sol se por, fazer denguinho, fazer declaração de amor...”

“Quando o meu Eva passar, a avenida te receber, meu fevereiro vai ser tão lindo, só eu e você... Valeu a pena esperar, um ano inteiro só pra te ter, nosso encontro foi tão bonito, só eu e você...”

[...]

“Agora que o Verão passou, agora que céu já mudou de cor, agora que o Carnaval terminou, quando eu vou te ver amor? Foi bom te conhecer, no Balada encontrar você, estou contando os dias pra te ver... Boa viagem, te vejo no ano que vem, boa viagem, vê se pensa em mim também, boa viagem, me liga sempre que puder, vou te esperar ano que vem, se Deus quiser”


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

M I M


Se um dia eu tivesse de escrever
Escreveria sobre ti
Te faria sentir
Sem mentir o que sente por mim
Por me fazer sofrer, doer e correr
É que corri e longe fui viver
Vivo daqui e dali
Dalila é quem te faz feliz
Felicidade que não me pertence
Naquela trance que fui te ver
Ver naqueles olhos, naquela voz
Vós que aqui não mais estais
Estais longe de mim, como quem não me pertence
Sem me pertencer. Sem te querer
Querendo foi que errei
Mas hei de ser feliz
Lindo. Louro
Ouro. Fique com ele pra você
O quê? Não
Vão viver longe de mim
Enfim
Sim
F I M

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A arte de falar


Por falar sozinho é que ninguém o escutava. Com motivo ou sem motivo, sempre acabava por falar demais. Falava do que queria, do que amava, do que temia, do que almejava. Falava desde pequeno, em coro, em choro. Falava. Falava do pai, pro pai. Da mãe, pra mãe. De você. Pra você. Falava, não pensava. Falava sem dizer. Falava ao dizer. Falava o quê? O que não queria, o que não sentia, o que não podia. Falava sem querer. Por querer. Falava por falar. Em cadeia, sem parar. Falava. Falava. Falava. Não calava. Falava na aula, na escola, em casa, no dever. Falava sempre, contente, feliz, infeliz. Falava por um triz. Falava de si, de ti, de mim. Falava. De nós, por vós, com a voz. De tu. Tudo. Falava e não parava. Escrever? Pra quê? Falava mais uma vez. Talvez. Falava. Falava de Fa. De La. E de Va. Falava de vez. Falava uma, duas, três. E outra vez. Na sua vez. E com avidez. Falava sobre isso, aquilo, etc e tal. No Natal. Sobre funeral, cinema e carnaval. Num recital. Falava como música, poema, conto e tudo mais. Falava. Falav. Fala. Fal. Fa. F. Um dia ficou mudo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A tal da profissão



A certeza sempre fizera parte de sua vida. Ainda mais no que fizesse respeito ao seu futuro profissional. Olhando pelo lado de sua dedicação, esforço e realização, então, era mais concreto. Um misto de vontade própria, sonho, orgulho e objetivo.

Mas a realidade, enfim, começava a aparecer. O orgulho continuava a fazer parte de tudo isso. A vontade própria também. E o sonho? Ah este, sem dúvidas, reinava ainda mais. O objetivo? O objetivo foi pluralizado. Transformou-se em o-b-j-e-t-i-v-o-s, no plural mesmo! Mas a realidade, enfim, começava a aparecer.

Começava a aparecer porque já não bastava somente a vontade própria, o orgulho, o sonho e os objetivos. Era preciso mais. Muito mais. Era preciso um quê de profissionalismo (espera aí, mas isto ela sempre teve!). Profissionalismo de quem agora, realmente, era um profissional. Profissional não só na produção, apuração e o ‘diabo a quatro’. Profissional na hora de lidar com o chefe, com o subordinado e com quem mais fosse preciso. E olha que havia quem dissesse que ela jamais teria problemas com a tal da profissão. Mas é que a realidade, enfim, começava a aparecer.

E já que era assim, ela também precisava mudar. Renovar atitudes. Repensar conceitos. Restabelecer objetivos. Sonhar mais (ou menos, vai saber!). Ter vontade – simplesmente, vontade.

Ela que fizera tantos planos. Que sonhara tanto. Que tivera tanto orgulho de tudo que sempre... agora estava ali, desamparada, triste, temerosa, desiludida. (espera aí, isso não pode ficar assim!) E não vai ficar. Porque maior que os obstáculos são as oportunidades... E as oportunidades quem fazemos somos nós! Tenha expectativa sim. Sonhe sim. Tenha vontade própria sim. Restabeleça seus objetivos. E orgulhe-se! Já. Agora. E outra vez!

A realidade enfim, começava a aparecer. E daí? Daí que depende de você fazer tudo acontecer. E fazer valer todos aqueles sonhos. E todas aquelas vontades. E todos aqueles objetivos. E toda essa realidade. Por que não? Vamos! Já. Agora. E outra vez!

Se a realidade apareceu, aparecem agora também os últimos dias do mês de janeiro. Fevereiro vem aí. O mês do carnaval, da alegria, da felicidade. Você não tem uma proposta para si mesma? Cumpra-a! Aguarde. Aja! Já. Agora. E outra vez!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Encontro ausente

Era uma noite chuvosa, Sabrina não sairia mais ao encontro de quem não viria. Todas as noites era o mesmo ritual. A roupa escura, o scarpin de verniz e o cabelo naturalmente encaracolado para esperá-lo naquela esquina. A mesma esquina em que houve aquele adeus.

Ao total foram três anos de encontros e desencontros. Todos os dias, na mesma hora lá estava ela, naquele local. Já conhecia o porteiro da Igreja, o guardião que passeava com os cães da vizinhança, o andarilho que todos temiam. Independente do momento, das pessoas que por ali passavam, lá estava ela. A espera de alguém. Alguém que não viria.

Certas noites, fora porque quis, por pura e inocente esperança. Nenhum recado, nenhum sinal e lá estava Sabrina. Debaixo da chuva ou do sol. Com o céu estrelado. Frio ou calor. Era chegar, acomodar-se naquele banquinho e esperar por um momento que não chegaria nunca. O ritual prosseguia. Ela voltava para seu lar, sua família e nada.

Em outras ocasiões, porém, Sabrina ia por um motivo a mais. Pedro mandava mensagens, mandava sinais. Às vezes subliminares, eu sei. Mas mandava. Sabrina comparecia. Voltava ao local do crime. Revia imagens, sentia arrepios e, o máximo de seu amado que encontrava era um olhar. Olhar discreto e ao mesmo tempo intenso. Olhar intrínseco. Olhar único. Olhar ausente, inexistente. Nada de olhar.

E assim Sabrina seguiu sua vida por três anos. Seu marido, seus filhos, amigos e quem mais a tivesse em convívio sabia da história, indagava a jovem senhora e ficava sem entender. A própria Sabrina não entendia. A própria Sabrina condenava e prometia não mais se deixar envolver...

Até a próxima noite, o próximo contato. A próxima nostalgia. Era sentir aquele aperto no peito e lá estava ela. A espera de Pedro. A espera de seu amado. Na volta para casa, a mesma angústia, a mesma vontade de recomeçar. Sabrina sabia que, na vida, sempre há um recomeço, sempre há uma nova chance.

Naquela noite, naquele dia, resolveu recomeçar. E recomeçou. Foi até a praça e resolveu entrar no hospital. Sentou-se ao lado de Pedro. Passou a mão pelo corpo de seu amado, deixou mais uma lágrima cair e sussurrou: “descanse em paz, meu amigo”. Logo em seguida levantou-se e autorizou ao médico a desligar os aparelhos que mantinham seu velho cão em coma induzido.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Não há palavras

Não há palavras. Simplesmente não há. Os dias são de alegria, festa, amor e cumplicidade. Mas na hora da despedida esquecemos as alegrias, os sorrisos e deixamos as lágrimas rolarem pelo rosto.

Tudo isso porque dói. Dói ficar longe. Dói não ver todos os dias. Dói não ser chamada a todo o momento, não levar broncas, não dar tanta satisfação. Dói não poder olhar nos olhos, dar um beijo. Dói não ganhar um beijo. Dói não estar junto a todo o momento. A cada vitória. A cada derrota. Por isso é que não há palavras, simplesmente não há.

Tudo isso porque me acostumei. Me acostumei aos xingos, aos gritos, à falação. Me acostumei à vidinha gostosa, à pizza de atum e ao pão de queijo quentinho no café da manhã. Me acostumei ao incômodo de me ver ao computador. Me acostumei às brigas e às discussões de casal. Me acostumei à faxina, à cervejinha em família e ao tira-gosto às 23h de qualquer dia. Me acostumei. Por isso é que não há palavras, simplesmente não há.

Tudo isso porque sinto demais a falta de vocês, e dos chamegos, e dos carinhos, e do amor. E das cobranças. Tudo isso porque trocaria tudo o que tenho hoje para voltar a ter papai e mamãe 24h, ou pelo menos parte desse tempo. Mas sabemos que não. Precisamos crescer, amadurecer e aprender a viver. Tudo bem, aceito, cresço, amadureço e aprendo a viver. Mas não entendo nem me acostumo. Por isso, só por isso, é que não há palavras. Simplesmente não há.

PS: Texto escrito dentro do ônibus JF-BH, minutos após da despedida de papai e mamãe.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Solitariamente feliz


Era sempre assim. Karine se achava suficientemente linda e independente para seguir seu caminho e acabava por agir sem pensar. Naquela tarde não fora diferente. Saiu de casa disposta a terminar mais aquele romance, certa de que voltaria forte e viveria meses, ou até anos, solitariamente feliz.

O encontro acontecera nos mesmos moldes dos anteriores. Um convite, um jantar, duas velas, duas pessoas, alguns olhares, poucos toques, uma conversa, lágrimas e nada mais. Mais e mais. Karine falava por si só. Não, não se fazia egoísta, não deixava de pensar em seu bem. Ao mesmo tempo, era impulsiva, inconstante, exigente e solitariamente feliz.

Com os outros relacionamentos acontecera da mesma forma. Se envolveu, se entregou. O ente amado também. Além. Mas Karine tinha seus poréns, seus limites, seus objetivos e suas vontades. Ah suas vontades! E quando estas resolviam aparecer, a linda jovem de 21 anos não pensava duas vezes e dizia adeus a quem quer que fosse preciso. Fosse um adeus curto, um adeus longo ou até, repetitivo. É que Karina também era insistente. Insistia no amor, na conquista, na esperança. Insistia também nos desafios, nas aventuras e na vontade de ser feliz. Mesmo que solitariamente feliz.

E fora naquele dia que Karine assim fizera por fazer mais uma vez. Fizera por ela. Por elas. Karine não tinha medo nem receio de suas opções. Karine escolhia e ponto final. Mas depois de feita a escolha, ficava ali. No quarto. Nem cantando, nem chorando. Apenas deixando o coração falar. Esparramava-se pela cama que tantos corpos femininos acolheu e deixava com que sua emoção passasse de sentimento à mais uma bela poesia. Karine era assim. Era suficientemente linda, independente, impulsiva, inconstante, exigente insistente, poeta. Karine era solitariamente feliz.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

2009 realizações

É, 2009 começou. Começou com festas, bebedeira, amor, carinho e muita diversão em família. Deixei para falar deste ano que promete hoje: oito de janeiro. Deve ser porque gosto deste número. Ou porque ele me dá sorte. Ou porque eu estava sem inspiração mesmo. Vai saber! E ao que tudo indica, vai ser diferente. Diferente por alguns motivos. Diferente por muita expectativa.

A começar pelo novo estado civil do meu irmão. Tem noção? O Angelo casou! É, aquele que me batia quando éramos pequenos (e depois que crescemos também). Aquele que sempre foi o gordinho zoado da turma (e que hoje é esbelto e mais magro que eu). Aquele que nunca gostou de baladas e custou a namorar. Enfim ele encontrou sua cara-metade, casou-se e montou um apartamento lindo, lindo, lindo na cidade de Três Corações. O nome da sortuda? (ou será azarada?) Mônica.

2009 será novo para essa que vos fala também. Neste ano, Mara Bianchetti passa de “futuro do país” para “problema social”, como diria um primo meu. Em 2008 concluí minha faculdade e no dia 04 de março, colo grau como bacharel em jornalismo. E é aí que surgem as expectativas. Expectativas sobre o que vai ser de minha vida e de meu futuro profissional. Sonhos, trabalhos, realizações. Um misto que pode dar certo. E que dê! Amém!

Em 2009 tem carnaval em Salvador. Finalmente, neste ano, realizo o sonho de passar o carnaval na melhor cidade do Brasil! Na minha, na sua, na nossa Bahia! Que o Estado respira um ritmo chamado Axé, que eu amo de paixão, eu já sei. Que a capital soteropolitana é linda e cheia de histórias para contar também. Mas agora quero além. Quero unir as paixões e curtir essa festa maravilhosa ao lado de pessoas especiais. E para isso, claro, meu amor teria de ir também. Então está marcado. Dia 18 de fevereiro embarcamos para Salvador!

Este ano conta também com a formação de um jornalista mais que especial. Uma pessoa com inúmeras qualidades, alguns defeitos e muitas semelhanças a mim. No meio do ano o Emerson conclui o curso e aí sim, poderemos sonhar um pouquinho mais alto e começar a colocar em prática tudo o que planejamos até aqui!

O mês de dezembro reserva uma mudança bem bacana também. Ao que tudo indica, papai e mamãe, enfim, voltarão para Barbacena – nossa terra natal. Além de voltarem a ficar mais próximos de mim, terão mais contato com nossa família, construirão uma casinha linda e serão felizes para sempre! Amém!

2009 será isso e muito mais. Estou certa disso. É sempre assim. Serão 2009 realizações para mim, para você e para todos nós! Basta querer, fazer e merecer. Como disse nosso sábio Drummond, em “Receita de Ano Novo”:
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.