domingo, 25 de agosto de 2013
O que?
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Ah... o amor!
terça-feira, 24 de abril de 2012
Mudança
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Doralice

terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Simplesmente Amor

E no dia em que Giovana parou para ler as antigas cartas e recordar aquele que fora seu único e verdadeiro amor, a vida dela mudou. A partir daquele momento, ela havia decidido que não mais ficaria ali, a quilômetros de distância daquele que marcara sua vida e seus sonhos.
“Como é que eu pude me deixar levar somente pelo lado profissional? Foram quatro anos de felicidade que eu joguei para o alto em troca de uma vida triste e solitária. Sofisticada, eu sei. Mas nada se compara ao que eu tinha quando estava com ele”.
Foi então que a jovem cientista resolveu largar tudo nos Estados Unidos para voltar ao seu país de origem. De onde jamais deveria ter saído.
“São tantos anos sem trocarmos quaisquer palavras, fotos ou confissões. Será que ele ainda está por lá? Qual será o rumo que sua vida tomou?”, - pensava a gaúcha de 25 anos, enquanto arrumava apressadamente suas malas.
No aeroporto, mal podia esperar para que chamassem o voo com destino ao aeroporto Salgado Filho. Giovana já tinha lido inúmeras revistas, preenchido várias daquelas cadernetas de cruzadas, comprado muitas guloseimas e nada fazia aquela maldita ansiedade passar.
“E se for tarde demais...”, sofria.
[algumas muitas horas depois...]
Ao chegar ao terminal, Diego nem bem imaginava o que deveria encontrar. Foram quatro anos de relacionamento jogados ao léu. Outros cinco anos se passaram e ele nunca mais havia falado com sua amada. Preferiu se distanciar. Viver sua vida. Deixar com que ela vivesse a dela. Fizesse suas tão sonhadas experiências – no sentido mais literal da palavra. Mas quando Dona Ivone telefonou dizendo que a maluca de sua filha havia resolvido largar tudo para retornar aos pampas, aquele advogado bem sucedido e cheio de mulheres aos seus pés não pensou em outra coisa a não ser em ir recepcioná-la. Aos prantos. Da mesma forma como fizera quando ela fora partir.
E a aeronave pousou em solo brasileiro. Pelos corredores de acesso, Giovana vinha apressada, desejando chegar o quanto antes a seu destino final – a casa de seu amado. Na sala de desembarque, Diego impacientemente olhava incontáveis vezes para aqueles relógios que marcam os horários das principais capitais do mundo. Naquele momento, ele só sabia pedir a Deus para que ela chegasse logo e para que eles pudessem voltar a viver aquele grande amor.
De repente, ao cruzar o portal de desembarque com o saguão do aeroporto, eis que Giovana avista seu bem amado. E num ato instantâneo, larga suas malas, ao mesmo tempo em que lhe escorre a mais sincera lágrima pelo rosto. Diego mal podia acreditar no que estava vendo. Enfim o momento pelo qual ele tanto esperou. Tomou a mulher de sua vida em seus braços e lhe sussurrou ao ouvido:
“Por mais tempo que pudesse demorar. Por mais que meu coração pudesse sofrer. Eu sabia que um dia você voltaria para mim”.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Roberto

Roberto não tinha consciência do que falava, do que sentia ou do que fazia seus companheiros sentir. Falava aos quatro ventos, agia sem antes pensar duas vezes e magoava a quem estivesse ao seu redor. Talvez ‘magoar’ não fosse a expressão correta. Ele fazia mesmo era indignar, tomar birra, se enojar. Isso não era bom para sua pessoa. Tão logo poderia se tornar alguém importante. Pessoa famosa, profissional a se espelhar ou um simples pai de família. Mas Roberto não pensava nesses detalhes. Pensava no que podia fazer para subir na vida. Pisava nas pessoas. Inventava fatos. Aumentava e explorava situações. Até que um dia, conseguiu alcançar seu objetivo. Fora promovido, recebeu o devido mérito, recebeu a notícia que seria pai, foi convidado para um grande programa de televisão, ou sei lá o quê. O problema disso tudo é que Roberto não desfrutou de sua conquista – se é que podemos classificar aquilo como conquista. É que tão logo ao receber a notícia, ele morreu. E ao morrer, descobriu que a vida ia além de seus caprichos. Descobriu que por seus atos passou a ser ignorado, desprezado e muito mais. E então ele viu que nada daquilo adiantou. O recomeço? Roberto percebeu que demoraria alguns muitos anos para alcançar. Então resolveu seguir em frente, encarar os erros e pediu para voltar em situação inferior, a fim de resgatar o tempo que perdeu. O resultado? Lá está Roberto, cometendo os mesmos erros, com as mesmas pessoas, no mesmo lugar. Seu próximo destino? A sorte. Ou a morte! É o ciclo a recomeçar!
sábado, 6 de março de 2010
O que me preocupa
Já me peguei algumas vezes me perguntando aonde vamos parar com tudo isso. Isso é claro, se a natureza parar. Mas não podemos pedir que ela pare. Faz parte de seu processo natural. Compõe o processo de evolução do planeta. É necessário continuar. Renovar.
Renovam-se as pessoas. Renova-se o mundo. E as atitudes? As atitudes continuam inatas. Vejo pessoas incrédulas com os acontecimentos naturais. Vejo pessoas culpando pessoas. O que não vejo são pessoas se responsabilizando por tudo o que acontece e aceitando que, infelizmente [ou felizmente, vai saber], isso tudo também faz parte do que nos propomos viver aqui na Terra. No Planeta chamado Terra.
Não peço que as pessoas se culpem. Não peço que as pessoas não sofram. Não peço. Apenas reflito sobre a nossa parcela de contribuição nisso tudo. Busco entender. Pretendo encontrar. Nem que seja daqui um tempo. Nem que seja do lado de lá.
O que acontece conosco? O que acontece com o mundo? O que acontece com o povo? O que acontece com a natureza? O que acontece com Deus?
Simplesmente acontece. Junto. Tudo junto em um só lugar e com um só propósito. Basta a nós entendermos, aplicarmos e recuperarmos o que ficou perdido lá atrás. Há sempre tempo para recomeçar. Basta querer. Não apenas tentar. Agir. Concretizar!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Para lavar alma e coração

A chuva leva dias, leva sol, leva ruas, leva sujeira. A chuva lava dias, lava sol, lava ruas, lava sujeira. A chuva lava almas. A chuva lava corações. A chuva lava almas e corações.
Para quem anda meio tristonho, sem motivos aparentes para sorrir, a chuva leva o sol. A chuva lava ainda mais a vontade de viver. Passam dias, passam horas e a chuva permanece, enlouquece, chegando talvez a transformar o viver.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Rugas, muitas rugas
Pablo: Ei você!
Roberto: ...
Pablo: Você mesmo! Já esqueceu de mim?
Roberto: De você não, mas de seu rosto.
Pablo: Meu rosto? Mas o que há de novo por aqui?
Roberto: Rugas, muitas rugas.
Pablo: E o que tem contra? Isso é sinônimo de experiência.
Roberto: Experiência não sei de quê. Você continua o mesmo meninote, com as mesmas manias e...
Pablo: E... o que?
Roberto: Nada!
Pablo: Fala!
Roberto: E as mesmas mulheres.
Pablo: Hã?
Roberto: Mulheres não, né? Meninas. Você não tem vergonha?
Pablo: Vergonha deveria ter você.
Roberto: De que?
Pablo: De ter me dispensado.
Roberto: Dispensei mesmo.
Pablo: E agora fala isso por puro despeito.
Roberto: Despeito de que? Por que?
Pablo: ...
Roberto: Me poupe, né?
Pablo: Poupar? Você nunca me poupou. Por que agora eu iria poupá-lo?
Roberto: Ai como você me cansa.
Pablo: Agora é assim. Mas não mude de assunto. Fale a verdade.
Roberto: Que verdade?
Pablo: Sobre as rugas.
Roberto: Que rugas?
Pablo: As minhas.
Roberto: O que tem? São suas, oras. O problema é seu. Veja como minha pele continua...
Pablo: Não venha jogar na minha cara mais uma vez que é mais jovem que eu.
Roberto: Até porque, você sempre soube disso.
Pablo: Eu e meus familiares...
Roberto: É, você e aquela sua familizinha que preferiu você no meio de tantas pré-adolescentes indefesas do que...
Pablo: Pare! Não complete a frase.
Roberto: Por que? Ainda não tem coragem de assumir?
Pablo: Não...
Roberto: Você é um covarde mesmo. Tanto glamor em vão.
Pablo: Em vão foi o que senti por você.
Roberto: E por acaso você sentiu algo?
Pablo: Claro que senti Roberto.
Roberto: Eu sempre duvidei.
Pablo: E eu sempre desconfiei que você não acreditava em meu amor.
Roberto: Que amor é esse que se deixa levar por qualquer fama?
Pablo: Você jurou entender...
Roberto: Jurei enquanto pensei que você fosse seguir fiel.
Pablo: Mas não deu.
Roberto: É, eu notei. Nunca mais me ligou. Nunca mais apareceu...
Pablo: Mas eu queria, eu juro!
Roberto: Não jure em vão!
Pablo: Não quer que eu faça como você?
Roberto: Não... só não quero que você repita esse gesto mais uma vez. Já engana tanta gente por aí. Outro dia, uma jornalista me procurou...
Pablo: Você não disse nada, disse?
Roberto: Não... mas minha vontade era dizer. Gritar ao quatro ventos que você não é o garanhão que todos acreditam ser.
Pablo: Se você fizesse isso...
Roberto: Se eu fizesse isso o quê? Usaria seu dinheiro? Daria sumiço em mim?
Pablo: Não é disso que estou falando.
Roberto: Do que diz então?
Pablo: Queria mesmo era dizer que se você fizesse isso, eu vou seria o cara mais feliz do mundo, pois só assim eu conseguiria abrir meu coração para todos.
Roberto: Teria coragem?
Pablo: Teria....
Roberto: Mas eu não.
Pablo: Por que?
Roberto: Olha para sua cara!
Pablo: O que tem?
Roberto: Rugas, muitas rugas...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
O mundo lá fora

Quando falo de problemas, refiro-me à dívida que se acumulou, ao emprego que não saiu, ao namoro que chegou ao fim, ao ente querido que se perdeu, ao negócio que não vai bem, à amizade que não era tão verdadeira, à incompatibilidade de interesses e dedicação em uma sociedade e [encaixe aqui o seu problema].
Tudo isso faz parte da vida que escolhemos viver aqui. (In)felizmente até os piores problemas fazem parte do que nos propomos passar para evoluir. Nos vemos diante de perdas, diante de sonhos que aparentam ter chegado ao fim. É então que uma dor, um desespero, uma dúvida e até o medo tomam conta da gente. Não estamos, mas deveríamos estar, acostumados a perder. E quando isso acontece ou está prestes a acontecer, um líquido chamado lágrima toma conta de nossos olhos e torna-se inevitável disfarçar o sofrimento perante aos demais.
E toda essa turbulência não acontece somente dentro de você. Amigos, parentes, conhecidos, vizinhos e artistas também passam por conflitos que nem podemos (ou não queremos – por puro egoísmo) imaginar.
E quando conhecemos a “dor” do outro, talvez um sentimento de compaixão tome conta de nosso ser. Queremos a solução, pedimos por uma reconciliação e até chegamos a nos intrometer. Mas isto não é preciso! Já dizia minha avó: se conselho fosse bom, não era dado, e sim vendido! Mas o ser humano é assim: custa a perceber o mundo lá fora e quando percebe quer ser o senhor das soluções. Bonito na teoria, precipitado na prática.
PS: Qualquer semelhança com acontecimentos reais e atuais NÃO é mera coincidência.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Soneto da falsa amizade

Amizade, sentimento tão bonito e essencial quando verdadeiro. Amizade, sentimento perigoso e prejudicial quando desleal. Amizade por interesse, por conveniência, acaso ou o que for, simplesmente não é amizade, não é amor. Porque amizade verdadeira, amizade que preze, não se deixa questionar. Amizade falsa, dolorida e oscilante sofre qualquer abalo e jamais recupera a estrutura – até porque, nunca a teve. Amizade leal e gostosa é aquela que todos sabemos, que todos sentimos. A falsa amizade também. Infelizmente. Quem nunca provocou, já foi provocado e vice-versa. Quem nunca sofreu por amizade, já fez sofrer algum ‘amigo’. Aposto! Pois a falsa amizade é assim: nasce como a verdadeira, é mantida como a leal, traz sorrisos como a saudável e termina com lágrimas, dor e sentimento de culpa. Culpa do eu, do sofrido, do crédulo e do inocente. Culpa de quem acreditou, sentiu, apostou, viveu e viu morrer um sentimento que nutria sozinho. E não adianta buscar motivos, pedir respostas e julgar ao próximo. Melhor deixar passar, relevar e acreditar que a vida – lá na frente – fará o melhor. De si e para si. Pois a vida e o tempo, esses sim revelam as falsas amizades e fazem manter os verdadeiros sentimentos. Sentimentos de amizade e amor que jamais terão fim.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Crime perfeito

Suzana estava prestes a descobrir.
Por mais que Johnatan tentasse disfarçar, não dava mais para esconder sua participação naquele crime.
E mesmo que ele não quisesse acreditar, aquilo que havia começado como uma ardente paixão não terminara bem.
– Nega agora! Fala que você não teve nenhuma participação naquela noite!
– Suzana, quantas vezes vou ter que repetir que fiz tudo por amor?
– Amor? Isso é no máximo uma paixão. Amor não destrói e essa sua paixão doentia só provocou o mal.
– Não fale assim, querida! Vamos voltar a falar de amor... eu não queria tudo fosse assim.
[lágrimas, muitas lágrimas de Suzana]
– Se não quisesse não teria feito. Por que logo na primeira suspeita não disse que era mesmo você? Por que me deixou sofrer, chorar, temer? Acreditar que não tinha vínculo algum com isso?
– Porque ela não me permitiu! – gritou. Ela! Ouviu bem? Ela!!!
Suzana em estado de choque não podia acreditar que sua amiga, sua melhor amiga teria sido cúmplice de sua própria morte... cúmplice daquele crime que havia transformado sua vida em pesadelo.
– Ela não minha cúmplice, ela me forçou. Ela quem arquitetava tudo, me passava os dados me mandava te seguir.
– Ah Jonahtan, quantas e quantas noites de sono eu perdi por saber que você estava por perto. Quantas e quantas lágrimas eu derramei por desconfiar de que o que eu sentia por você nunca valeu nada!
[silêncio...]
– E o pior é pensar que ela estava por trás de tudo! Nos bastidores e, ao mesmo tempo, no palco. Sempre me acolhendo, me consolando, me protegendo... como eu fui tola!
– Sei que você nunca vai acreditar, mas eu não quis fazer nada disso. Ela também não queria te prejudicar. Era só uma brincadeira.
– Brincadeira? Vocês estavam brincando com a minha vida!?
– Não! Com seus sentimentos...
– Ah, como isto me conforta!
– Mas sei que brincamos da forma errada.
– Tão errada que ela se foi. Se foi no meu lugar.
– Não, não. Ninguém ia morrer. Ia ser tudo perfeito. Viveríamos nós três.
– Hahaha! Não existe crime perfeito!
– Mas a brincadeira vai continuar...
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Encontro ausente
Ao total foram três anos de encontros e desencontros. Todos os dias, na mesma hora lá estava ela, naquele local. Já conhecia o porteiro da Igreja, o guardião que passeava com os cães da vizinhança, o andarilho que todos temiam. Independente do momento, das pessoas que por ali passavam, lá estava ela. A espera de alguém. Alguém que não viria.
Certas noites, fora porque quis, por pura e inocente esperança. Nenhum recado, nenhum sinal e lá estava Sabrina. Debaixo da chuva ou do sol. Com o céu estrelado. Frio ou calor. Era chegar, acomodar-se naquele banquinho e esperar por um momento que não chegaria nunca. O ritual prosseguia. Ela voltava para seu lar, sua família e nada.
Em outras ocasiões, porém, Sabrina ia por um motivo a mais. Pedro mandava mensagens, mandava sinais. Às vezes subliminares, eu sei. Mas mandava. Sabrina comparecia. Voltava ao local do crime. Revia imagens, sentia arrepios e, o máximo de seu amado que encontrava era um olhar. Olhar discreto e ao mesmo tempo intenso. Olhar intrínseco. Olhar único. Olhar ausente, inexistente. Nada de olhar.
E assim Sabrina seguiu sua vida por três anos. Seu marido, seus filhos, amigos e quem mais a tivesse em convívio sabia da história, indagava a jovem senhora e ficava sem entender. A própria Sabrina não entendia. A própria Sabrina condenava e prometia não mais se deixar envolver...
Até a próxima noite, o próximo contato. A próxima nostalgia. Era sentir aquele aperto no peito e lá estava ela. A espera de Pedro. A espera de seu amado. Na volta para casa, a mesma angústia, a mesma vontade de recomeçar. Sabrina sabia que, na vida, sempre há um recomeço, sempre há uma nova chance.
Naquela noite, naquele dia, resolveu recomeçar. E recomeçou. Foi até a praça e resolveu entrar no hospital. Sentou-se ao lado de Pedro. Passou a mão pelo corpo de seu amado, deixou mais uma lágrima cair e sussurrou: “descanse em paz, meu amigo”. Logo em seguida levantou-se e autorizou ao médico a desligar os aparelhos que mantinham seu velho cão em coma induzido.

sábado, 10 de janeiro de 2009
Solitariamente feliz
O encontro acontecera nos mesmos moldes dos anteriores. Um convite, um jantar, duas velas, duas pessoas, alguns olhares, poucos toques, uma conversa, lágrimas e nada mais. Mais e mais. Karine falava por si só. Não, não se fazia egoísta, não deixava de pensar em seu bem. Ao mesmo tempo, era impulsiva, inconstante, exigente e solitariamente feliz.
Com os outros relacionamentos acontecera da mesma forma. Se envolveu, se entregou. O ente amado também. Além. Mas Karine tinha seus poréns, seus limites, seus objetivos e suas vontades. Ah suas vontades! E quando estas resolviam aparecer, a linda jovem de 21 anos não pensava duas vezes e dizia adeus a quem quer que fosse preciso. Fosse um adeus curto, um adeus longo ou até, repetitivo. É que Karina também era insistente. Insistia no amor, na conquista, na esperança. Insistia também nos desafios, nas aventuras e na vontade de ser feliz. Mesmo que solitariamente feliz.

E fora naquele dia que Karine assim fizera por fazer mais uma vez. Fizera por ela. Por elas. Karine não tinha medo nem receio de suas opções. Karine escolhia e ponto final. Mas depois de feita a escolha, ficava ali. No quarto. Nem cantando, nem chorando. Apenas deixando o coração falar. Esparramava-se pela cama que tantos corpos femininos acolheu e deixava com que sua emoção passasse de sentimento à mais uma bela poesia. Karine era assim. Era suficientemente linda, independente, impulsiva, inconstante, exigente insistente, poeta. Karine era solitariamente feliz.

