sexta-feira, 18 de março de 2011

Cansei

Cansei de ser a chata.
Cansei de ser normal.
Cansei de ver o que você não enxerga.
Cansei de pessoas falsas.
Cansei da sujeira que ninguém vê. Ou finge que não vê.
Cansei da sujeira humana.
Cansei da hipocrisia.
Cansei da falsa amizade.
Cansei de me fazer insensível.
Cansei de quem não liga para meus sentimentos.
Cansei de balada.
Cansei de quem sempre vejo nas baladas.
Cansei de gente traíra.
Cansei de te alertar.
Cansei de correr atrás.
Cansei de fingir que não ligo.
Cansei de falar e não ser ouvida.
Cansei de cobrar demais.
Cansei de não obter resultados.
Cansei de achar que estava certa.
Cansei de não ser amada.
Cansei do trivial.
Cansei de quem vive por interesse.
Cansei.
Cansei de mim. Cansei de você. Cansei de nós. Cansei de vós.
Cansei.

domingo, 13 de março de 2011

Pimenta, haja o que houver

Nunca fui muito de superstições, macumbas ou afins. Mas sempre acreditei que vale a pena mantermos a sintonia com o bem e canalizarmos nossas energias para o que for positivo. Além disso, pimenta sempre foi o meu tempero favorito e, cá entre nós, ela é possui um vermelho hipnotizador. Por isso, gostaria de informar que a partir de agora este símbolo passa a fazer parte da minha vida. Seja para temperar os alimentos e fazer queimar a boca de tão quente ou para me proteger de qualquer mau olhado por aí. E como meu novo lema é ‘jogar na defensiva, haja o que houver', pode ser que ela seja bastante útil daqui pra frente. Ah, e o pingente é só a primeira forma de representação. Logo virão mais!

"A inveja vê sempre tudo com lentes de aumento que transformam pequenas coisas em grandiosas, anões em gigantes, indícios em certezas". (Miguel Cervantes)

Passar bem!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Simplesmente Amor

E no dia em que Giovana parou para ler as antigas cartas e recordar aquele que fora seu único e verdadeiro amor, a vida dela mudou. A partir daquele momento, ela havia decidido que não mais ficaria ali, a quilômetros de distância daquele que marcara sua vida e seus sonhos.

“Como é que eu pude me deixar levar somente pelo lado profissional? Foram quatro anos de felicidade que eu joguei para o alto em troca de uma vida triste e solitária. Sofisticada, eu sei. Mas nada se compara ao que eu tinha quando estava com ele”.

Foi então que a jovem cientista resolveu largar tudo nos Estados Unidos para voltar ao seu país de origem. De onde jamais deveria ter saído.

“São tantos anos sem trocarmos quaisquer palavras, fotos ou confissões. Será que ele ainda está por lá? Qual será o rumo que sua vida tomou?”, - pensava a gaúcha de 25 anos, enquanto arrumava apressadamente suas malas.

No aeroporto, mal podia esperar para que chamassem o voo com destino ao aeroporto Salgado Filho. Giovana já tinha lido inúmeras revistas, preenchido várias daquelas cadernetas de cruzadas, comprado muitas guloseimas e nada fazia aquela maldita ansiedade passar.

“E se for tarde demais...”, sofria.

[algumas muitas horas depois...]

Ao chegar ao terminal, Diego nem bem imaginava o que deveria encontrar. Foram quatro anos de relacionamento jogados ao léu. Outros cinco anos se passaram e ele nunca mais havia falado com sua amada. Preferiu se distanciar. Viver sua vida. Deixar com que ela vivesse a dela. Fizesse suas tão sonhadas experiências – no sentido mais literal da palavra. Mas quando Dona Ivone telefonou dizendo que a maluca de sua filha havia resolvido largar tudo para retornar aos pampas, aquele advogado bem sucedido e cheio de mulheres aos seus pés não pensou em outra coisa a não ser em ir recepcioná-la. Aos prantos. Da mesma forma como fizera quando ela fora partir.

E a aeronave pousou em solo brasileiro. Pelos corredores de acesso, Giovana vinha apressada, desejando chegar o quanto antes a seu destino final – a casa de seu amado. Na sala de desembarque, Diego impacientemente olhava incontáveis vezes para aqueles relógios que marcam os horários das principais capitais do mundo. Naquele momento, ele só sabia pedir a Deus para que ela chegasse logo e para que eles pudessem voltar a viver aquele grande amor.

De repente, ao cruzar o portal de desembarque com o saguão do aeroporto, eis que Giovana avista seu bem amado. E num ato instantâneo, larga suas malas, ao mesmo tempo em que lhe escorre a mais sincera lágrima pelo rosto. Diego mal podia acreditar no que estava vendo. Enfim o momento pelo qual ele tanto esperou. Tomou a mulher de sua vida em seus braços e lhe sussurrou ao ouvido:

“Por mais tempo que pudesse demorar. Por mais que meu coração pudesse sofrer. Eu sabia que um dia você voltaria para mim”.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ele já está aí

É chegada a hora de partir. Aquele que foi um ano de sonhos, pedidos e realizações precisa ir embora para deixar chegar um novo. Novinho em folha. Com novos sonhos, novos pedidos e novas realizações. É clichê dizer que será um ano de promessas e novidades? Que serão 365 dias de dedicação, amor e felicidade? Quão nada! Bom mesmo é ser feliz e poder compartilhar com as pessoas que realmente importam o sentido de toda essa felicidade.

Para 2011 eu só lhe desejo aquilo que me desejar. Por isso, espero que você me envie energias positivas de paz, saúde e fé. O resto eu corro atrás. E você também, vai! Que 2011 venha repleto de conquistas. Que venha cheinho daquilo que todos nós realmente merecermos. E daquilo, claro, que precisamos. Porque não há vida sem evolução. E muito menos, evolução sem merecimento. Por isso, enfrente os problemas, junte as pedras do caminho, retire os espinhos e colha os mais lindos lírios que, por ventura, em sua frente aparecer.

É aquela coisa do “Tente. Invente. Faça um Ano Novo diferente”. Parece slogan de emissora de TV, eu sei. Mas por que não o tornar slogan da sua vida também? Faça você a diferença e promova sua felicidade.

A minha parte eu já fiz e sigo fazendo. Um balanço do que foi positivo e negativo ao longo de 2010. Uma análise de quem somou e/ou subtraiu em minha vida durante os últimos 365 dias. Um diagnóstico do que eu deveria, poderia e necessitaria ter feito diferente. Um exame daquilo que eu precisava ter feito antes ou jamais ter pensado em fazer.

E vou confessar: como é bom olhar para trás e perceber que contabilizo mais acertos do que erros. E é assim que quero continuar. Mas sem acomodar, claro. Fazendo de 2011 um ano novo, como seu próprio nome já diz.

Ele já está aí. Seja feliz!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Talvez

Talvez Clara estivesse errada. Talvez não. Quando ela disse ao pessoal da repartição que sentia pena pelo que se sucedia, todos a condenaram e a fizeram lembrar o quanto ele riu na ocasião em que sua mão gotejava sangue por aquele acidente de trabalho. “É verdade”, respondeu. Mas logo ela se colocou no lugar daquele homem, imaginando o quanto, talvez, a vida dele perderia o sentido, caso o que a ‘rádio peão’ divulgava, realmente acontecesse. Ela pensava também na qualidade de seu trabalho. Mesmo que ele não fosse nenhum exemplo a ser seguido, sabia tudo sobre a fórmula do o que, quem, quando, onde, como e por quê! Isso ele sabia e ninguém podia negar.
Mas a vida tem dessas coisas. Não basta você ser apenas bom naquilo que faz. Tem que ser humano. Ter humildade. Saber reconhecer os méritos alheios, as qualidades e até mesmo os defeitos. Mas sem esbravejar. E foi nisso que ele errou. Não teve a humildade nem a honradez de fazer jus ao cargo que sempre ocupou. E agora, talvez ele pague um preço caro por isso. Não pelo dinheiro, mas pela perda de tempo. Perda do tempo que teve não só para ensinar, mas para aprender. Porque ali se aprendia também. Mesmo que fosse com os erros. E era nisso que Clara pensava a cada vez que olhava para Ernesto e percebia nele um quê de infelicidade.

“Ele só precisa aprender a viver”, dizia. Mas não adiantou. Melhor que ela, Cibele bem definiu: “Somente assim para ele aprender. Ele plantou e colheu”.

Talvez isso tudo fosse real, talvez não.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Roberto

Roberto não tinha consciência do que falava, do que sentia ou do que fazia seus companheiros sentir. Falava aos quatro ventos, agia sem antes pensar duas vezes e magoava a quem estivesse ao seu redor. Talvez ‘magoar’ não fosse a expressão correta. Ele fazia mesmo era indignar, tomar birra, se enojar. Isso não era bom para sua pessoa. Tão logo poderia se tornar alguém importante. Pessoa famosa, profissional a se espelhar ou um simples pai de família. Mas Roberto não pensava nesses detalhes. Pensava no que podia fazer para subir na vida. Pisava nas pessoas. Inventava fatos. Aumentava e explorava situações. Até que um dia, conseguiu alcançar seu objetivo. Fora promovido, recebeu o devido mérito, recebeu a notícia que seria pai, foi convidado para um grande programa de televisão, ou sei lá o quê. O problema disso tudo é que Roberto não desfrutou de sua conquista – se é que podemos classificar aquilo como conquista. É que tão logo ao receber a notícia, ele morreu. E ao morrer, descobriu que a vida ia além de seus caprichos. Descobriu que por seus atos passou a ser ignorado, desprezado e muito mais. E então ele viu que nada daquilo adiantou. O recomeço? Roberto percebeu que demoraria alguns muitos anos para alcançar. Então resolveu seguir em frente, encarar os erros e pediu para voltar em situação inferior, a fim de resgatar o tempo que perdeu. O resultado? Lá está Roberto, cometendo os mesmos erros, com as mesmas pessoas, no mesmo lugar. Seu próximo destino? A sorte. Ou a morte! É o ciclo a recomeçar!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

"Minas é o nosso negócio"

Quem diria. Eu que por outros tantos motivos, escolhi seguir carreira jornalística, também por não gostar de matemática, fui parar logo em um jornal especializado em economia.

No próximo mês, completo um ano de casa. Lembro-me ainda hoje, do meu primeiro dia naquela redação. Tensa, inexperiente e, digamos, um pouco receosa, fui logo avisando ao chefe de reportagem que não sabia muito sobre o assunto e que não tinha experiência alguma na área. Ele me respondeu de prontidão: “mas ninguém entra aqui sabendo tudo de economia. Eu, por exemplo, quando cheguei, não sabia nada”.

E foi mesmo assim. Hoje, às vésperas de completar meu primeiro ano na empresa, vejo o quanto já aprendi e o quanto ainda posso aprender. Como jornalista, sei que estou crescendo muito e que tenho ampliado bastante meus conhecimentos sobre a área. Mas mais ainda. Como pessoa, sinto que estou me tornando mais culta e mais consciente sobre os inúmeros fatores econômicos que influenciam em minha vida e na das pessoas ao meu redor.

O Diário do Comércio é assim. Fala de economia. Fala de Minas. Fala da economia mineira. Da movimentação dos shoppings em um feriado até o aumento da invasão dos produtos chineses no país. Isso tudo, passando por comércio imobiliário, grandes e pequenas empresas genuinamente mineiras, taxa de ocupação dos hotéis da capital, feiras de negócios, mineração, siderurgia, geração de emprego, abertura e fechamento de empresas, produção de calçados, movimentação política, indústria têxtil, venda de embalagens, desempenho dos supermercados, entre outros assuntos.

Viu só? Minas é realmente o negócio do jornal. E economia mineira, há um ano, é o meu negócio!


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lembro

Lembro-me como se fosse hoje, daquela Festa Agropecuária de Barbacena em 2006. Eu saindo de Belo Horizonte rumo à minha terra natal para assistir ao show da minha banda favorita. Naquela época, meu sonho era conhecer vocês e peguei a estrada na expectativa de que ele se realizaria naquele dia. Doce ilusão.

Procurei um amigo do meu pai na cidade, radialista, e o máximo que consegui com ele, foi participar da programação da rádio ao vivo, falando sobre o meu amor por vocês. Mas valeu.

Começou o show e lá estava eu, com uma amiga e uma prima, na frente de todos, pronta para vê-los arrebentar. Vocês entraram no palco e não deixaram a desejar. Fizeram um show maravilhoso, de deixar qualquer fã alucinada.

Não posso me esquecer do momento em que implorei para minha prima e então, ela aceitou me subir em seus ombros. Fiquei empoleirada ali durante todo o tempo em que Tuca cantou “Quando Deus te desenhou”. Vocês não podem imaginar minha euforia quando ele pegou na minha mãe e completou... “ele estava namorando”. Ridículo, não?! Que nada. Algo que me parecia tão distante, tão impossível, tão.... sei lá! Estava acontecendo.

Mas o show terminou e o no fim, o que eu consegui foi, através de brigas delicadas com algumas meninas ao redor, sair com uma toalhinha de cada. Uma de Manno. Uma de Beto. E uma de Tuca. Foi demais.

De lá para cá muita coisa aconteceu. Cerca de cinco ou seis meses depois, eu finalmente os conheci, em Sete Lagoas, e nossa relação foi se estreitando um pouquinho a cada show. E olha que foram muitos shows ao longo desses quatro anos!

Recordo-me ainda que em um dos últimos shows da minha banda preferida, conversando com meus amigos da equipe técnica, Lyon e Carlitos, comentei que gostaria muito de um novo show em Barbacena. Para recordar. Para viver. Viver tudo aquilo que não foi possível realizar na primeira oportunidade.

E eis que na última quarta-feira, dia 29/09, minha mãe lança uma singela mensagem em seu twitter: “Festa das Rosas em Barbacena vai bombar. Prepare-se @marabianchetti, teremos show com @Jammil”. Não há como descrever minha reação. Mesmo em meio à redação, comecei a tremer e a convidar a todos os colegas para o show da minha banda predileta na minha terra natal. Ninguém aceitou ir. Não sei se o motivo é aquela velha história de que jornalista que é jornalista gosta é de MPB ou se eles não gostam mesmo é do frio que faz lá em Barbacena. Mas o que importa é que na próxima semana, estaremos todos lá. Eu, vocês e o meu eterno carinho pela família Jammil e Uma Noites!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vida

Esse negócio de crescer e estabelecer prioridades para a nossa vida é a mais pura realidade. Quando temos um objetivo uma viagem não acontece a qualquer custo, um capricho não é atendido de todas as formas, um amor não é correspondido apenas por sentimentos nem baladas de dia de semana são acessíveis como em qualquer tempo atrás. A gente pensa que não. Luta para que seja diferente. Mas quando assusta, a responsabilidade está ali, batendo a porta. E neste caso, não chamo de responsabilidade as contas de água, luz ou telefone. Falo do sonho do automóvel, da poupança para o futuro e, porque não, da casa própria. É aquela coisa. A gente sonha, a gente espera. E a gente acorda também. Ou vive por si só acordado. Com pé no chão. Sabendo o que se pode ou não fazer. Ou melhor, o que se deve ou não fazer. E no momento, a minha realidade mais uma vez diz que é preciso estabelecer prioridades. E minha prioridade é você. Seja você quem for – ou o que for.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

O bom filho à casa torna

Há tempos não passava por aqui. Deixei aquele que muitas vezes me serviu de refúgio de lado e fui viver em outros cantos, por outros ares. Nem olhei para trás. Nem, ao menos, me despedi, eu sei. Mas já dizia minha avó, “o bom filho à casa torna” e, por isso, aqui estou. Não para falar de mim, de você, de nós ou do mundo. Para falar sobre este espaço, que me acolhe tão bem e que eu, tão friamente, abandonei. É só parar por alguns instantes, reler alguns posts e constatar o quanto és importante para mim. Aqui retratei momentos únicos de minha vida. Aqui deixei meu coração falar mais alto, coloquei as mágoas para fora do peito e encarei a realidade. E por isso, só por isso, estou de volta. Para voltar a conviver com você, meu querido blog. Que tanto me acolhe e que se fez, nos últimos tempos, o parceiro perfeito para fazer arte. Que venham novas inspirações e que estejamos sempre FAZENDO ARTE. Até porque, escrever é uma arte.