quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Mais do que todos os dias
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
O mundo lá fora

Quando falo de problemas, refiro-me à dívida que se acumulou, ao emprego que não saiu, ao namoro que chegou ao fim, ao ente querido que se perdeu, ao negócio que não vai bem, à amizade que não era tão verdadeira, à incompatibilidade de interesses e dedicação em uma sociedade e [encaixe aqui o seu problema].
Tudo isso faz parte da vida que escolhemos viver aqui. (In)felizmente até os piores problemas fazem parte do que nos propomos passar para evoluir. Nos vemos diante de perdas, diante de sonhos que aparentam ter chegado ao fim. É então que uma dor, um desespero, uma dúvida e até o medo tomam conta da gente. Não estamos, mas deveríamos estar, acostumados a perder. E quando isso acontece ou está prestes a acontecer, um líquido chamado lágrima toma conta de nossos olhos e torna-se inevitável disfarçar o sofrimento perante aos demais.
E toda essa turbulência não acontece somente dentro de você. Amigos, parentes, conhecidos, vizinhos e artistas também passam por conflitos que nem podemos (ou não queremos – por puro egoísmo) imaginar.
E quando conhecemos a “dor” do outro, talvez um sentimento de compaixão tome conta de nosso ser. Queremos a solução, pedimos por uma reconciliação e até chegamos a nos intrometer. Mas isto não é preciso! Já dizia minha avó: se conselho fosse bom, não era dado, e sim vendido! Mas o ser humano é assim: custa a perceber o mundo lá fora e quando percebe quer ser o senhor das soluções. Bonito na teoria, precipitado na prática.
PS: Qualquer semelhança com acontecimentos reais e atuais NÃO é mera coincidência.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
O que me resta é falar de amor
Quem convive comigo sabe o quanto me orgulho de minha família e o quanto sou feliz por ter sido escolhida para fazer parte dela. E ela é tão especial que está em minha vida duas vezes. [Aos desavisados informo que sou filha de primos de primeiro grau]. Faço parte de uma família em que todos os primos, tios, avós e agregados - de ambos os lados - se conhecem. Faço parte de uma família em que os problemas se misturam e as soluções ainda mais.
Ainda quando eu era pequena lá em Barbacena, já não sabia medir o tamanho do sentimento tomava conta de mim. De mim e de todos nós. Porque a recíproca é verdadeira. Somos unidos em uma gama de sentimentos só. Se a onda da vez é ser feliz, somos felizes juntos. Se tem problema, nos ajudamos e vencemos unidos. E se tem festa, estamos todos lá [com o copinho de cerveja na mão, diga-se de passagem].
E todo esse amor, essa cumplicidade e felicidade já existem há algum tempo. Mas que eu me lembre, a compartilho há cerca de 23 anos somente. Mas por esse plano aqui, já passou muito Bianchetti que eu gostaria de ter conhecido, viu? Já passou muita gente, inclusive, que eu gostaria de relembrar com mais facilidade... mas a vida é assim. Já disse o poeta que “Os bons morrem jovens”....
Uma de minhas primeiras lembranças se refere ao meu avô parterno. O Vô Gilberto. Quando ele nos deixou, eu tinha cerca de 5 anos. Por isso tenho poucas e lindas lembranças dele. Lembro do seu caminhão, dos doces que ele me dava quando me levava ao butiquim, da maneira como ele me pegava no colo, do seu sorriso vazio [é que faltavam alguns dentes ali] e me lembro também do dia da sua morte. Lembro muito do meu pai chorando e a minha tia Carminha inconsolada... queria muito poder tê-lo ainda aqui.
Falo disso porque no último Dia dos Pais, houve uma comemoração diferente. Reunimos todos na casa da vovó [do lado materno] para homenagear nossos pais e o nosso grande Vô Carlinho - que é irmão do Vô Gilberto. Pois, se perdi meu avô paterno cedo e guardo somente lembranças, o grande pai do lado materno se encontra firme e forte [nem tanto, vai]. E segue conosco no auge dos seus quase 90 anos. Dele tenho lembranças vivas, literalmente! Lembro-me de suas broncas, de suas preferências, de suas risadas, do seu gosto de futebol, da televisão no volume mais alto e dos ‘rabo de galo’ de todo domingo. [Rabo de galo é uma bebida doida: cerveja, vinho e Coca-Cola. Uma diliça!!!]. Lembro-me e as compartilho com mais 24 netos e quatro bisnetos.
É muita emoção e diversão para uma família só. Ainda bem que ela vale por duas!!!
E olha que isso é só a parte em que falo dos avôs, em virtude da data em que comemoramos o tão comercial Dia dos Pais, imagine quando eu começar a contar por aqui as Fantásticas Histórias da Família Bianchetti. E não é? Surge aí mais uma ideia de textos para o Fazendo Arte.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Soneto da falsa amizade

Amizade, sentimento tão bonito e essencial quando verdadeiro. Amizade, sentimento perigoso e prejudicial quando desleal. Amizade por interesse, por conveniência, acaso ou o que for, simplesmente não é amizade, não é amor. Porque amizade verdadeira, amizade que preze, não se deixa questionar. Amizade falsa, dolorida e oscilante sofre qualquer abalo e jamais recupera a estrutura – até porque, nunca a teve. Amizade leal e gostosa é aquela que todos sabemos, que todos sentimos. A falsa amizade também. Infelizmente. Quem nunca provocou, já foi provocado e vice-versa. Quem nunca sofreu por amizade, já fez sofrer algum ‘amigo’. Aposto! Pois a falsa amizade é assim: nasce como a verdadeira, é mantida como a leal, traz sorrisos como a saudável e termina com lágrimas, dor e sentimento de culpa. Culpa do eu, do sofrido, do crédulo e do inocente. Culpa de quem acreditou, sentiu, apostou, viveu e viu morrer um sentimento que nutria sozinho. E não adianta buscar motivos, pedir respostas e julgar ao próximo. Melhor deixar passar, relevar e acreditar que a vida – lá na frente – fará o melhor. De si e para si. Pois a vida e o tempo, esses sim revelam as falsas amizades e fazem manter os verdadeiros sentimentos. Sentimentos de amizade e amor que jamais terão fim.
domingo, 12 de julho de 2009
Crescer dói
Levar o lixo para fora, não deixar as contas atrasarem, cuidar da própria alimentação, não deixar que os gastos excedam o salário no fim do mês e não tomar banhos demorados são alguns detalhes que antes pareciam simples e distantes e agora se mostram reais e evidentes.
Porém, mais do que comprovar o avanço do tempo e cravar rugas em nosso rosto, o crescimento traz consigo as dores da vida adulta. Dores das preocupações, dos receios, e quem sabe, do medo de não dar conta. Chega um momento em acompanhar gastos, organizar horários e cuidar da alimentação tornam-se apenas detalhes se comparados às preocupações, que nem sempre, apresentam-se de forma clara.
E quando falo de problemas, não quero dizer que não dei conta do recado e de minhas obrigações. Refiro-me as preocupações antes nem pensadas. Preocupações surreais. Se antes era cômodo ter como obrigações somente o estudo e a obediência aos pais, agora o que faz mais sentido ao coração é a falta não só carinhosa e sentimental da convivência diária, como o companheirismo, o cuidado e o zelo nos momentos de angústias.
A vontade de correr para o colo, pedir proteção, encostar a cabecinha no ombro e deixar o pranto rolar aumenta à medida em que se percebe não ser possível, nem ao menos, uma palavra de conforto ao telefone. Então você pensa: “É, cresci e preciso aprender a me virar...”. A gente tenta, resolve da forma mais correta, mantém a razão, mas segue com o medo de errar. “Errar é preciso”, eu sei, mas mais preciso é dizer que crescer dói, e como dói.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
O sonho não acabou
Ao longo do curso realizações, tropeços, conquistas e decepções. A descoberta, literalmente, de um mundo novo. No início algumas coisas repetidas como história, português, sociologia e filosofia (é que em Colégio Militar se aprende estas disciplinas também!). Depois a prática: fotografia, jornal impresso, rádio, TV, revista, site... um leque de opções conspirando a meu favor.
O primeiro estágio. As primeiras descobertas. Tudo isso contribuiu para que a formação se desse da mais perfeita ordem. Passagens por pesquisas, turismo, sindicato e turismo novamente. Experiência com material institucional, revista, jornal, informativo e assessoria de imprensa. A paixão se fez aguçar e fixou-se no turismo – mas não se limitou a isto somente.
12 de dezembro de 2008, a banca. Lá estava Mara Bianchetti defendendo sua monografia, falando sobre ética na cobertura do turismo. Sala lotada, pessoas queridas, um pouco de mau-agouro e dois professores a me avaliar. Lágrimas na leitura da conclusão e uma sabatina incrível de um dos integrantes da banca. Venci.
Em março de 2009 o sonho, enfim. Família reunida, beca impecável e a hora do canudo. Mais um momento ímpar, para fechar com chave de ouro a faculdade dos meus sonhos e o sonho do jornalismo. Agradecimentos a Deus e uma comemoraçãozinha bááásica com os amigos também não faltaram, enfim.
Depois disso vieram os empregos, os novos projetos, algumas pequenas (e outras nem tanto) decepções. O novo laço com o Turismo de Minas, a criação do Panorama Magazine Caiçara e o contato com Jhonny & Alisson. Isso foi surgindo, me completando e fazendo de mim uma jornalista feliz.
Eis que em 17 de junho de 2009, após 13 dias do meu aniversário, no exato dia em que comemoro 2 anos e 2 meses de namoro, a belíssima notícia de que ‘Diploma de jornalismo não é necessário mais para que se exerça a profissão’ neste país chamado Brasil. Surgiu então um misto de desconfiança, desmotivação e quantos mais ‘des’ você quiser imaginar. Mas não, o sonho não acabou. Afinal, se é assim que os Gilmares Mendes querem, eu respondo: mais do que jornalista por formação, sou jornalista por convicção. E tenho dito!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Sentimento superfical
Ao ler uma um antigo e-mail, recordei-me de quando recebi aquela mensagem. Não tínhamos (e nem temos) tanto contato, você mal sabe quem eu sou, e muito menos tem obrigação de me agradar. No conteúdo daquela mensagem desabafos, elogios, críticas e sinceridade. Tudo acerca de um sentimento superficial.
Agora me pego aqui, refletindo e concluindo o quanto a vida é sábia e nos apresenta circunstâncias em que conhecemos verdadeiramente as pessoas. É quando menos esperamos que descobrimos quando se trata de um sentimento superficial e quando a admiração, o carinho, o companheirismo, o olhar e o ombro amigo são verdadeiros.
É quando mais precisamos que alguém vira as costas; é quando esperamos por aquele sorriso e por um abraço apertado que outro alguém diz não ter tempo de nos ajudar. É quando queremos sinceridade que o outro se aproveita da situação e monta em nosso sucesso. É quando achamos que quando lá vem mais uma decepção, aquela pessoa (justo ela) demonstra maior compaixão e paixão por nós. É sentimento. É sentimento superficial.
Lembro-me da circunstância em que me enviou o tal e-mail. Eu me senti o máximo, fiquei orgulhosa de mim. Por um momento, um sentimento superficial tomou conta do meu ser. Mas logo em seguida, você, mesmo sem saber, também me puxou a orelha e disse: “não se sinta lisonjeada”. O que eu senti naquele momento transformou-se então em uma gama de sentimentos que nem eu sei explicar. Mas garanto: superficiais não eram.
E de sentimentos são feitas nossas vidas, são feitas nossas existências. Sentimentos de pai para filho, de irmão para irmã, de filha para mãe, de namorado para namorada, de fã para ídolo, de amigo para amigo e muito mais. E nesse meio há o sentimento superficial. Sentimento de pai para filho, de irmão para irmã, de filha para mãe, de namorado para namorada, de fã para ídolo, de amigo para amigo e muito mais. Repito: superficial.
E se toda aquela turbulência passou, digo e reafirmo: é porque é tudo muito superficial. Se especialistas, estudiosos, médicos e afins preocupam-se com o relacionamento on line que se transforma, cada vez mais, em algo superficial, peço licença para dizer-lhes que não é o meio de propagação que torna o sentimento, a comunicação, o relacionamento e o carinho superficiais.
Um sentimento superficial se torna superficial porque em sua essência já se fazia superficial.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
De cara nova
É com muita honra que a equipe do “Fazendo Arte” apresenta sua nova marca. Com uma roupagem mais moderna (nem tanto, né? Afinal quem é que ainda usa giz?) e menos egocêntrica. Notem que a partir de agora, o blog não carregará em seu layout o complemento “.com Mara Bianchetti”. Mara Bianchetti (esta que vos escreve) continua sim a frente da produção textual do blog, mas consideramos desnecessário registrar este detalhe.
Continuemos Fazendo Arte, porque escrever é uma arte.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Happy hour
Sempre gostei de fazer aniversário. Talvez por ser um dia em que me torno o centro das atenções, ou por receber muitos presentes, ou até por saber que venci mais um ano de vida. Independente disso, a questão maior é que o dia 04 de junho mais uma vez se aproxima e cá estou para fazer uma reflexão acerca do ato de aniversariar.
Um poeta escreveu sobre fazer aniversário, salvo me engano. Entre os versos, a lembrança a nós de que comemoramos a nossa morte, afinal, o que seria cada ano de aniversário, senão a proximidade cada vez maior de nosso fim? Apesar de não concordar que não devemos comemorar, acho interessante o ângulo de visão dele. Afinal, segundo suas palavras, cada festa, cada bolo, cada ano é menos um ano de vida que nos resta.
Mas porque ao invés de pensarmos nos anos que passaram não pensamos nos anos que virão? Acredito que, justamente pelo aniversário representar menos um ano de vida em nossas vidas é que precisamos renovar nossas energias, nossas ânimos e nosso vigor. Só assim para enfrentarmos quantos mais momentos ainda nos estarão reservados.
Certa vez, ouvi de um idoso muito querido que em seu aniversário ele não pedia “muitos anos de vida mais” a Deus. Ele pedia “apenas mais um ano”, pois quando chegasse a data no ano subsequente, renovaria seus votos e assim sucessivamente. Uma maneira inteligente, humilde e simples de ver a vida e aceitar o que Deus reserva para você.
Fácil falar, bonito pensar, emocionante de ser ver. Difícil mesmo é por em prática. A cada ano surgem as conquistas e os desafios. E assim, a felicidade vai se completando a cada primavera. Meus 23 aninhos se aproximam e é hora de comemorar – pergunte-me como (e onde).
E já que nosso aniversário pode estar atrelado a tantas questões diferentes, porque não atrelá-lo a outras mais? Podemos, por exemplo, aproveitar a data e fazer a nossa parte e até pedir aos amigos que contribuam também. Não entendeu? Então lá vai: caso queira me presentear, fique à vontade: Compareça ao Hemominas (Alameda Ezequiel Dias,321 - Bairro: Santa Efigênia) e faça sua doação de sangue. Aliás, sabia que no inverno os indíces de doações caem consideravelmente? "Doe sangue. Doe vida".
terça-feira, 19 de maio de 2009
Universo da moda: tão longe e tão perto
A cada estação inúmeros estilos, cores, texturas e tecidos adentram as passarelas de todo o país. E seguindo uma tendência internacional, por mais que as peças apresentadas nos desfiles pareçam distantes de você, cada vez mais a moda aponta a capacidade de seguir os significados e momentos do seu dia-a-dia. Mudar o aspecto do que é comum é quase lei e é este o ponto de partida para as tendências que aos poucos vão tomando conta das vitrines. Tudo isto, ainda permitindo que cada pessoa adapte as tendências de acordo com seu jeito de ser. Assim é o universo da moda.
A moda gira conforme as estações do ano. Por isso, muito se escuta sobre tendências e influências, porém, na indústria da moda, acontece como se as estações possuíssem períodos inversos. Enquanto o frio começa a se aproximar no Brasil, por exemplo, para os profissionais da área, é o calor que está em alta – tudo para que se planejem as tendências e as coleções que farão o corpo e a cabeça das pessoas na estação seguinte.
Muito se ouve também sobre as semanas de moda que acontecem por todo o país – e por todo o mundo. Inclusive, muitas já fazem parte do calendário cultural de algumas cidades. Segundo Tom, proprietário da loja Tom Surf Wear, feiras e semanas de moda são imprescindíveis para o lojista manter seu negócio na moda. “É muito importante participar destes eventos; isso agrega bastante ao lojista que antecipa as tendências da próxima estação para a sua loja. Recentemente, estive no Fashion Rio e trouxe vários produtos para o inverno”, completa.
Além disso, os pólos de moda brasileiros são os grandes responsáveis por reunir uma cadeia de produtores para que consigam entrar no mercado competitivo.
Inverno: estação da moda requintada
Moda íntima
Para eles
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