quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O que me resta é falar de amor

Os dias passam, as horas voam, o tempo muda, mas o sentimento permanece. Parece clichê falar de amor, mas amor nunca é demais quando, de fato, é verdadeiro, inigualável, insubstituível e incondicional. E este assim o é.

Quem convive comigo sabe o quanto me orgulho de minha família e o quanto sou feliz por ter sido escolhida para fazer parte dela. E ela é tão especial que está em minha vida duas vezes. [Aos desavisados informo que sou filha de primos de primeiro grau]. Faço parte de uma família em que todos os primos, tios, avós e agregados - de ambos os lados - se conhecem. Faço parte de uma família em que os problemas se misturam e as soluções ainda mais.

Ainda quando eu era pequena lá em Barbacena, já não sabia medir o tamanho do sentimento tomava conta de mim. De mim e de todos nós. Porque a recíproca é verdadeira. Somos unidos em uma gama de sentimentos só. Se a onda da vez é ser feliz, somos felizes juntos. Se tem problema, nos ajudamos e vencemos unidos. E se tem festa, estamos todos lá [com o copinho de cerveja na mão, diga-se de passagem].

E todo esse amor, essa cumplicidade e felicidade já existem há algum tempo. Mas que eu me lembre, a compartilho há cerca de 23 anos somente. Mas por esse plano aqui, já passou muito Bianchetti que eu gostaria de ter conhecido, viu? Já passou muita gente, inclusive, que eu gostaria de relembrar com mais facilidade... mas a vida é assim. Já disse o poeta que “Os bons morrem jovens”....

Uma de minhas primeiras lembranças se refere ao meu avô parterno. O Vô Gilberto. Quando ele nos deixou, eu tinha cerca de 5 anos. Por isso tenho poucas e lindas lembranças dele. Lembro do seu caminhão, dos doces que ele me dava quando me levava ao butiquim, da maneira como ele me pegava no colo, do seu sorriso vazio [é que faltavam alguns dentes ali] e me lembro também do dia da sua morte. Lembro muito do meu pai chorando e a minha tia Carminha inconsolada... queria muito poder tê-lo ainda aqui.

Falo disso porque no último Dia dos Pais, houve uma comemoração diferente. Reunimos todos na casa da vovó [do lado materno] para homenagear nossos pais e o nosso grande Vô Carlinho - que é irmão do Vô Gilberto. Pois, se perdi meu avô paterno cedo e guardo somente lembranças, o grande pai do lado materno se encontra firme e forte [nem tanto, vai]. E segue conosco no auge dos seus quase 90 anos. Dele tenho lembranças vivas, literalmente! Lembro-me de suas broncas, de suas preferências, de suas risadas, do seu gosto de futebol, da televisão no volume mais alto e dos ‘rabo de galo’ de todo domingo. [Rabo de galo é uma bebida doida: cerveja, vinho e Coca-Cola. Uma diliça!!!]. Lembro-me e as compartilho com mais 24 netos e quatro bisnetos.

É muita emoção e diversão para uma família só. Ainda bem que ela vale por duas!!!

E olha que isso é só a parte em que falo dos avôs, em virtude da data em que comemoramos o tão comercial Dia dos Pais, imagine quando eu começar a contar por aqui as Fantásticas Histórias da Família Bianchetti. E não é? Surge aí mais uma ideia de textos para o Fazendo Arte.



3 comentários:

Emerson Pancieri disse...

Vou ser muito sincero, me emocionei aqui.
Família alegre, fala alto, brinca, mas no fundo no fundo chora por qualquer coisa, se emociona com as situações da vida, e no final gosta mesmo é de uma boa gargalhada.
Esses são os "Bianchetti" e vão gostar desse nome, é Bianchetti pra lá é Bianchetti pra cá...
Uma coisa é fato já me sinto um agregado dessa família...risos...

Grande Beijo meu amor!!

Lívia disse...

Poxa vida Mara, confesso que fiquei muito emocionada, só fiquei triste de não estar nesse dia para participar desta alegria imensa!
É realmente um grande presente fazer parte dessa linda família cheia de altos e baixos mas sempre muito feliz!
Lindo texto!
Linda foto!
Bjão.

Sueli disse...

Prefiro não comentar, imagine só a minha emoção ao ler esse texto, minha filha falando de nossa família, quato orgulho!
Como te amo. Parabéns por mais uma obra de arte. Bjus.