quarta-feira, 27 de maio de 2009

De cara nova

É com muita honra que a equipe do “Fazendo Arte” apresenta sua nova marca. Com uma roupagem mais moderna (nem tanto, né? Afinal quem é que ainda usa giz?) e menos egocêntrica. Notem que a partir de agora, o blog não carregará em seu layout o complemento “.com Mara Bianchetti”. Mara Bianchetti (esta que vos escreve) continua sim a frente da produção textual do blog, mas consideramos desnecessário registrar este detalhe.

Continuemos Fazendo Arte, porque escrever é uma arte.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Happy hour

Sempre gostei de fazer aniversário. Talvez por ser um dia em que me torno o centro das atenções, ou por receber muitos presentes, ou até por saber que venci mais um ano de vida. Independente disso, a questão maior é que o dia 04 de junho mais uma vez se aproxima e cá estou para fazer uma reflexão acerca do ato de aniversariar.

Um poeta escreveu sobre fazer aniversário, salvo me engano. Entre os versos, a lembrança a nós de que comemoramos a nossa morte, afinal, o que seria cada ano de aniversário, senão a proximidade cada vez maior de nosso fim? Apesar de não concordar que não devemos comemorar, acho interessante o ângulo de visão dele. Afinal, segundo suas palavras, cada festa, cada bolo, cada ano é menos um ano de vida que nos resta.

Mas porque ao invés de pensarmos nos anos que passaram não pensamos nos anos que virão? Acredito que, justamente pelo aniversário representar menos um ano de vida em nossas vidas é que precisamos renovar nossas energias, nossas ânimos e nosso vigor. Só assim para  enfrentarmos quantos mais momentos ainda nos estarão reservados.

Certa vez, ouvi de um idoso muito querido que em seu aniversário ele não pedia “muitos anos de vida mais” a Deus. Ele pedia “apenas mais um ano”, pois quando chegasse a data no ano subsequente, renovaria seus votos e assim sucessivamente. Uma maneira inteligente, humilde e simples de ver a vida e aceitar o que Deus reserva para você.

Fácil falar, bonito pensar, emocionante de ser ver. Difícil mesmo é por em prática. A cada ano surgem as conquistas e os desafios. E assim, a felicidade vai se completando a cada primavera. Meus 23 aninhos se aproximam e é hora de comemorar – pergunte-me como (e onde).

E já que nosso aniversário pode estar atrelado a tantas questões diferentes, porque não atrelá-lo a outras mais? Podemos, por exemplo, aproveitar a data e fazer a nossa parte e até pedir aos amigos que contribuam também. Não entendeu? Então lá vai: caso queira me presentear, fique à vontade: Compareça ao Hemominas (Alameda Ezequiel Dias,321 - Bairro: Santa Efigênia) e faça sua doação de sangue. Aliás, sabia que no inverno os indíces de doações caem consideravelmente? "Doe sangue. Doe vida". 


terça-feira, 19 de maio de 2009

Universo da moda: tão longe e tão perto



Mara Bianchetti

A cada estação inúmeros estilos, cores, texturas e tecidos adentram as passarelas de todo o país. E seguindo uma tendência internacional, por mais que as peças apresentadas nos desfiles pareçam distantes de você, cada vez mais a moda aponta a capacidade de seguir os significados e momentos do seu dia-a-dia. Mudar o aspecto do que é comum é quase lei e é este o ponto de partida para as tendências que aos poucos vão tomando conta das vitrines. Tudo isto, ainda permitindo que cada pessoa adapte as tendências de acordo com seu jeito de ser. Assim é o universo da moda.

A moda gira conforme as estações do ano. Por isso, muito se escuta sobre tendências e influências, porém, na indústria da moda, acontece como se as estações possuíssem períodos inversos. Enquanto o frio começa a se aproximar no Brasil, por exemplo, para os profissionais da área, é o calor que está em alta – tudo para que se planejem as tendências e as coleções que farão o corpo e a cabeça das pessoas na estação seguinte.

Muito se ouve também sobre as semanas de moda que acontecem por todo o país – e por todo o mundo. Inclusive, muitas já fazem parte do calendário cultural de algumas cidades. Segundo Tom, proprietário da loja Tom Surf Wear, feiras e semanas de moda são imprescindíveis para o lojista manter seu negócio na moda. “É muito importante participar destes eventos; isso agrega bastante ao lojista que antecipa as tendências da próxima estação para a sua loja. Recentemente, estive no Fashion Rio e trouxe vários produtos para o inverno”, completa.

Além disso, os pólos de moda brasileiros são os grandes responsáveis por reunir uma cadeia de produtores para que consigam entrar no mercado competitivo.

Ahhh, não mora no bairro Caiçara? Clique nos links, vá direto ao site e leia toda a edição!

OBS: A primeira matéria sobre qualquer assunto a gente nunca esquece. "Universo da moda:tão longe e tão perto", literalmente!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Não adianta querer

Nem sempre o seu querer se faz querer. O querer que te faz querer tantos quereres mais não são suficientes para fazer o mundo querer. O mundo talvez não queira, as pessoas ao seu redor talvez não queiram, o seu bem pode não querer. Querer é algo muito pessoal, intransferível. Intransferível? Não, quem torce por mim passa a querer por mim quando percebe o que quero. Mas querer é pessoal. Muitos torcem, outros ajudam, poucos percebem, quase ninguém é sincero. Isso é o querer. Você quer. Ele nem sempre quer. Mas quem mais pode querer? E se quiserem o contrário? E se a vida não quiser? Aí nosso querer muda. O seu querer muda. E o meu querer há de mudar... Mesmo que lá no fundo, bem no fundo haja uma vontade enorme de dizer: “mas eu queria...”. É meu caro, não adianta querer. Não adianta querer se não for para o seu bem. Não adianta querer se assim não for para ser. Não adianta querer se Ele não quiser. Não adianta querer se a vida não quiser. Simplesmente, não adianta. Então, cabeça erguida, aprendizagem, confiança e uma vontade enorme de querer algo novo. Não adianta querer por querer. É preciso mais do que isto. E mesmo que você não queira, este é o momento de querer recomeçar. Avante!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Minas aos olhos das estrelas baianas


Mara Bianchetti

Realizado nos dias 3 e 4, o Axé Brasil 2009 – maior festival de axé fora da Bahia –, reuniu mais de 100 mil foliões no Mineirão durante o evento e trouxe para Belo Horizonte os principais nomes do hit do carnaval. Entre os as bandas, estavam Chiclete com Banana, Cláudia Leitte, Jammil e Uma Noites, Asa de Águia e Ivete Sangalo.

Em sua décima primeira edição, o Axé além de animar a cidade, é responsável por gerar um aumento na demanda turística da capital, uma vez que atrai milhares de pessoas, movimentando diversos setores da economia local. Para o presidente da Belotur, Júlio Pires, eventos como o Axé são muito importantes para o crescimento do turismo em Belo Horizonte. "Além de divulgar a cidade, ele atrai milhares de turistas de todos os lugares, que vêm somente para a festa. Gera empregos, renda e fomenta a economia do município", afirma Pires.

E por falar em turismo, quais serão os destinos mineiros prediletos ou o que mais encanta as estrelas baianas que passaram pelo palco do Axé Brasil 2009? O Turismo de Minas conversou com algumas delas. Acompanhe:

Ivete Sangalo
“Quando eu era da Banda Eva viajava muito de ônibus e ficava encantada com o que via pelas estradas de Minas Gerais. Já passei por lugares incríveis, emblemáticos, vi cachoeiras lindas. Por todo o Estado, cada lugar que eu passava, tinha uma sensação de romantismo e coisas bucólicas no ar”.

Larissa Luz – Araketu
“Minas toda é uma delícia. Eu sempre tive muita vontade de conhecer o Estado, por tanta gente boa, tanto artista bom, tanta cultura gostosa. Tem um compositor e cantor daqui que eu amo, que é o Vander Lee; tem Carlos Drumond de Andrade, mineiro de Itabira, que eu amo também”.

Tomate
“Adorei o Mercado Central. O mais interessante é que passam por lá pessoas de todas as classes e de todas as idades. Ali tem de tudo, a diversidade das pessoas, o famoso fígado acebolado e, inclusive a Bahia”, brinca o cantor que conheceu o ponto turístico de Belo Horizonte, através de uma promoção realizada pela equipe da DM Promoções, em que o público escolheu o local que ele iria conhecer.

Alinne Rosa – Cheiro de Amor
“Eu conheço muito de BH, tenho vários amigos na cidade e já comemorei três aniversários meus aqui. Mas tem um lugar que eu ainda quero conhecer: a Rua do Amendoim. Meu sonho é ir neste lugar. Por favor me levem!”, brinca.

Saulo Fernandes – Banda Eva
“A coisa mais linda que eu vi em Minas Gerais foi Ouro Preto. Fui uma vez e gostaria muito de ir novamente. E também acho que assim como na Bahia, a maior riqueza que se tem em Minas é o povo, com seu calor humano, sua mineiridade”.

Manno Góes – Jammil e Uma Noites
“Minas é um destino turístico fantástico! Você tem alternativas incríveis: Estrada Real, Diamantina, Tiradentes, Ouro Preto, tantas cidades lindas... A própria cidade de Belo Horizonte tem lugares fantásticos que a gente gosta muito de ir”.

Tatau
“Tenho uma relação muito especial com Minas, porque eu já venho pra cá há muitos anos e o mineiro é que faz a grande diferença. O jeito de falar do mineiro cativa...”.

Cláudia Leitte
“Tive poucas oportunidades de visitar pontos turísticos em Belo Horizonte, mas uma vez vim para assistir a um jogo da seleção no Mineirão, em 2005, e depois sai para conhecer alguns lugares da cidade”.

Durval Lelis – Asa de Águia
“Rapaz, eu conheço vários lugares em Minas Gerais, agora, especial assim não, porque eu não tenho nem tempo de parar para conhecer a fundo. Mas Minas Gerais é lindo demais, principalmente com suas gatinhas maravilhosas”, brinca.

Alexandre Peixe
“Tive a oportunidade de conhecer um local super pequeno, com um hotel antigo... Araxá. Eu era bem pequenininho e guardei a imagem de uma coisa antiga, bacana. Estive lá com meus pais e deste destino eu me lembro bem, ficou na memória e gostaria de fazer um show na cidade”.

E você, vai perder a oportunidade de conhecer essas maravilhas de Minas Gerais?


OBS: Última matéria produzida por mim ao jornal Turismo de Minas. Esta foi publicada na edição de abril de 2009. A proposta é esta. Mantermos um parelo... intercalaremos matérias antigas e atuais, ok?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Eu pra ti

Eu que jamais esperei um dia me abrir para você, aqui estou procurando minha antiga agenda telefônica para ouvir a tua voz. Eu que jamais esperei um dia me declarar, aqui estou a escrever este poema em tua homenagem – falando de amores, encontros, sonhos e desilusões... Eu que jamais esperei me sentir, por baixo, fraca por não controlar meus sentimentos, deixei-me consumir e resolvi te procurar – e arriscar. Eu que jamais esperei não ouvir a voz da sabedoria, que por tantas vezes segui os conselhos da minha, da nossa mãe, agora esqueço tudo o que ela me disse e sigo com a imensa vontade beijar teus lábios. Eu que jamais esperei parar por um momento e viver só pra ti, estou aqui de casamento marcado, malas prontas e uma vontade súbita de largar tudo e correr ao teu encontro. No céu, na terra ou no mar. Eu pra ti.

terça-feira, 14 de abril de 2009

"Sou do Mundo, sou Minas Gerais"



(*) Mara Bianchetti

Os versos da antológica “Para Lennon e McCartney”, obra-prima e espécie de hino do Clube da Esquina, cai sob medida para o Pato Fu. Com sua música instigante, divertida e inteligente, aliada à voz suave da vocalista Fernanda Takai, a banda mineira, criada em 1992, teve como seu primeiro sucesso a canção “Sobre o Tempo”, uma das mais tocadas em rádios e programas de televisão, que abriu a porta para shows por todo o Brasil.

Fernanda Takai, John Ulhoa, Ricardo Koctus, Xande Tamietti e Lulu Camargo só se conheceram depois de cerca de dez anos de suas primeiras experiências. O Pato Fu não foi a primeira banda de nenhum deles. “O gostar da música é algo que acontece desde criancinha. Se vai virar algo mais sério depois, depende de empenho, sorte e talento, claro!”, analisa Fernanda. No início, a atividade musical era apenas um hobby, pois cada integrante possuía outra ocupação e a maioria dos eventos de que a banda participava tinha relação com universidades, onde se encontrava seu maior público em Minas Gerais. Em 96, já com três discos lançados, tudo mudou. “Começamos a ter que dedicar mais tempo ao grupo e tivemos que optar se daríamos prioridade ao Pato Fu. Felizmente foi uma boa escolha”, completa Takai.

O sucesso abriu estradas não só do Brasil, mas de outros países para o grupo. Mesmo assim, eles afirmam que continuam tendo Minas como sua casa — somente o tecladista Lulu Camargo não mora em Belo Horizonte, pois é de São Paulo. Xande se divide entre BH, a capital paulista e uma cidade do interior do Tocantins. Os demais residem na capital mineira. Por onde passa, o grupo deixa claro que já não é necessário ter que se mudar para o eixo Rio-SP para fazer carreira. “Moramos num pólo cultural grande que ainda preserva uma boa qualidade de vida”, se orgulham os músicos.

Mas, felizmente, a vida não é só trabalho. Nos momentos de folga, o grupo prefere ficar em casa e descansar, devido ao cansaço das viagens. Segundo Fernanda, eles optam por alugar filmes, escolher bons livros e ficar mais tempo com a família. “Vez por outra é bom ir ao teatro e assistir a shows de artistas dos quais gostamos, de preferência num local confortável e com horários pontuais”, completa.

O Pato Fu está em turnê com oitavo CD “Toda Cura Para Todo Mal” há quase um ano e devem viajar com esse show até o início de 2007, quando então será lançado o novo disco. Este mês chega às lojas o terceiro DVD da banda, com todos os clipes do CD mais recente, making off, cenas de turnê e farto material bônus para os fãs.

Cidades históricas
Destino indispensável dos turistas que visitam nossas Minas Gerais, as cidades históricas remetem àqueles que as visitam uma época mágica, o Ciclo do Ouro. Andando pelas ruas estreitas, passando por casarões, igrejas e museus, certamente, o turista terá a impressão de ter voltado no tempo. Esta também é a escolha dos integrantes da banda quando recebem a visita de algum amigo ou parente. “Sempre levo minhas visitas para passar uns dias em Ouro Preto ou Mariana. O Ricardo, nosso baixista, gosta muito de Tiradentes. E recentemente, estivemos em Araxá, que é um lugar bem bacana — o Grande Hotel é uma atração por si só”, elogia Fernanda.
A banda ressalta a qualidade que o Estado possui em sua estrutura hoteleira e gastronômica, mas lembra a importância de o profissional de turismo ter fluência em dois idiomas, da indispensável informatização dos estabelecimentos e da necessidade de reforçar a relação humana entre anfitrião e turista. “A gente tem que saber acomodar muito bem todas essas pessoas que optaram por vir ao Estado”.

(*) Central de Produção Jornalística do Centro Universitário Newton Paiva

OBS: Primeira matéria que produzi para o jornal Turismo de Minas. Esta foi publicada em setembro de 2006, quando eu cursava apenas o 4º período de faculdade.
E aí, comecei com o pé direito?

terça-feira, 31 de março de 2009

Arte profissional


Desde a criação do Fazendo Arte, há três anos, ainda no domínio zip.net, poucas foram as vezes que parei para falar do lado profissional. Em menor número ainda foram as publicações de textos inteiramente profissionais.

Hoje venho para informar que o Fazendo Arte, no domínio blogspot.com, no ar desde dezembro de 2008, ganha agora uma nova galeria. Arte profissional chega para dar espaço ao que o próprio nome já diz. Se antes você, leitor do blog, podia ler textos que falassem de minha vida pessoal, de assuntos fictícios ou temas que, simplesmente, não tem explicação, agora você também compartilhará da produção textual desta que vos escreve.

Então fechou. E para que não haja dúvidas, esclarecemos a seguir os textos que, possivelmente, se enquadram dentro de cada categoria do Fazendo Arte.

Arte Minha

Aos desavisados avisamos que a dona deste blog não é nenhum ser famoso. Mais do que isso, não considera que o mundo gira em torno de seu umbigo e por isso, não usa do espaço para divulgar os acontecimentos de sua vida. Contudo, venhamos e convenhamos que há determinadas ocasiões que pedem destaque e um espaço (por menor que seja) no mundo virtual. Assim, nesta categoria, encontramos textos alusivos aos acontecimentos mais pertinentes no que tange à vida de Mara Bianchetti. Direta. Ou. Indiretamente. Mente.

Além Arte

O conceito de algo que vá além da arte é muito subjetivo – até porque, até mesmo esta torna-se subjetiva em alguns momentos. Além arte reúne aqueles textos que estão além da arte que o blog representa. Textos fictícios, meramente ilustrativos e porquê não, algo real mas com os nomes de seus personagens substituídos. Além arte tem um pouco de mim e muito de você. Muito.

Louca Arte

Quando criamos esta categoria ficamos no impasse por seu nome: louca arte ou arte louca? Pois bem, como sabem, optamos pela primeira opção. Louca Arte é formada por textos loucos. Mas o que seriam textos loucos? Seriam aqueles sem muita explicação, sem muito sentido, nutridos de um eu lírico especial. Como a própria categoria, eu diria... Aqui a licença poética permite a elaboração de textos que ninguém entende. Entendeu?

Arte profissional

Esta categoria acaba de ser inaugurada no Fazendo Arte, afinal, o que seria de um jornalista sem suas obras, quando o assunto em pauta é arte? Arte profissional chega para apresentar textos assinados por Mara Bianchetti, afinal, escrever é uma arte... Os assuntos poderão ser os mais variados: turismo, cultura, gastronomia, política ou quem sabe até economia. E que fique claro: não estranhem se encontrarem em maior quantidade, assuntos sobre turismo em Minas Gerais. Se vou usar do espaço para a publicação de alguns trabalhos que tenho feito em jornais, revistas, assessorias ou sites, estes acabam por traduzir a realidade do trabalho que faço nestes veículos. Ok? Então ao trabalho!


sexta-feira, 27 de março de 2009

Crime perfeito


Suzana estava prestes a descobrir.

Por mais que Johnatan tentasse disfarçar, não dava mais para esconder sua participação naquele crime.

E mesmo que ele não quisesse acreditar, aquilo que havia começado como uma ardente paixão não terminara bem.


– Nega agora! Fala que você não teve nenhuma participação naquela noite!
– Suzana, quantas vezes vou ter que repetir que fiz tudo por amor?
– Amor? Isso é no máximo uma paixão. Amor não destrói e essa sua paixão doentia só provocou o mal.
– Não fale assim, querida! Vamos voltar a falar de amor... eu não queria tudo fosse assim.
[lágrimas, muitas lágrimas de Suzana]
– Se não quisesse não teria feito. Por que logo na primeira suspeita não disse que era mesmo você? Por que me deixou sofrer, chorar, temer? Acreditar que não tinha vínculo algum com isso?
– Porque ela não me permitiu! – gritou. Ela! Ouviu bem? Ela!!!
Suzana em estado de choque não podia acreditar que sua amiga, sua melhor amiga teria sido cúmplice de sua própria morte... cúmplice daquele crime que havia transformado sua vida em pesadelo.
– Ela não minha cúmplice, ela me forçou. Ela quem arquitetava tudo, me passava os dados me mandava te seguir.
– Ah Jonahtan, quantas e quantas noites de sono eu perdi por saber que você estava por perto. Quantas e quantas lágrimas eu derramei por desconfiar de que o que eu sentia por você nunca valeu nada!
[silêncio...]
– E o pior é pensar que ela estava por trás de tudo! Nos bastidores e, ao mesmo tempo, no palco. Sempre me acolhendo, me consolando, me protegendo... como eu fui tola!
– Sei que você nunca vai acreditar, mas eu não quis fazer nada disso. Ela também não queria te prejudicar. Era só uma brincadeira.
– Brincadeira? Vocês estavam brincando com a minha vida!?
– Não! Com seus sentimentos...
– Ah, como isto me conforta!
– Mas sei que brincamos da forma errada.
– Tão errada que ela se foi. Se foi no meu lugar.
– Não, não. Ninguém ia morrer. Ia ser tudo perfeito. Viveríamos nós três.
– Hahaha! Não existe crime perfeito!
– Mas a brincadeira vai continuar...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Notas rápidas (rápidas?)

Para os próximos textos estava previsto algo que falasse de Carnaval e Formatura, repsectivamente. Mas esta que vos fala (ou melhor, que vos escreve), não teve tempo, força de vontade ou algo parecido para parar por alguns minutos e relatar dois momentos mágicos de sua vida. Mas não vamos condená-la assim tão fácil. Quero crer que a falta de inspiração tenha vindo do fato de ela não praticar mais o belo ato de andar de ônibus todos os dias. Sim, aos desavisados, informamos que Mara Bianchetti foi consagrada, por ela mesma, como a jornalista do busão. ...É que a inspiração só vem quando ela está dentro de um, entupida, espremida, sem poder escrever... vai entender!

Pois bem, como uma boa jornalista que agora sou, vou ministrar um rápido mini curso de algumas linhas de leitura sobre PAUTA. Na falta de pautas para uma edição de jornal, revista, programa, etc, etc, etc, fazemos o quê? O quê? Você aí... é, você mesmo que está sentado nessa cadeira horroroosa, de frente para o computador (que está velho, hein? Nuhh!), reponda-me rapidamente. Não sabe? Então outra pessoa... você! Você que está com um notebook no colo (posa de rico, mas dividiu a compra em 365x COM JUROS no cartão). Não sabe também. PeloamordeDeus, gente! Na falta de uma boa pauta, a gente CRIA uma boa pauta!!!! (aê, palmas para mim, por favor!).

Passado esse momento #nadaaver que eu acabei de ter, vamos ao que interessa. Dei esse mini curso sobre pauta para vocês, só para explicar que, na falta de das pautas (ou da coragem de trabalhar com elas) o que eu farei? Reunirei todas em elas em um texto só! Que tal? Ótimo, né? (Não gostou, ok, tudo bem, eu espero você clicar no ‘xizinho’ lá em cima, no canto da tela. Tchau!).

Então vamos às notas!

“...paz, CARNAVAL, futebol... não mata, não engorda e não faz mal...”

Tanto fiz e falei sobre as expectativas da realização de um grande sonho e acabei por não publicar nada aqui. Mas, resumidamente, eu posso falar que vale a pena, gente! Vale muiiiito a pena! O Carnaval de Salvador é fantástico sim, tem muita gente linda sim (e muita gente feia também, PQP!!!) e muita, muita, muita música baiana! Ah você não gosta? Prefere trance? (bleh) Pode ir porque toca lá também.. e em cima do trio. Sertanejo? Ihh, bomba lá, meu filho! Prefere p-a-g-o-d-e? Vai que tem também. Rock? É, aí tem, mas em menor proporção, tá? Mas vez ou outra alguma banda convida umas bandas pops como Jota Quest, Biquini Cavadão, etc pra subir no trio. É ainda mais cult? (cof! Cof! Cof!). Então vai e sai no bloco do JAMMIL porque lá até Caetano Veloso tem!

Ao total foram sete dias de muita felicidade, alegria e diversão. Eu e meu amor aproveitamos cada minuto ao lado de pessoas muito especiais... fãs do JAMMIL, do Asa, do Chiclete, do Psirico (os cordeiros, pow!). Deu ainda para pegar uma praiazinha, gastar um pouquinho de dinheiro, ganhar presentes, comer MUITOOOOO ACARAJÉ (hum...) e fazer trancinhas no cabelo e novas amizades (Lana foi uma pessoa muito especial que conhecemos por lá... nossa próxima parada será em NATAL!!!).

Pena que teve que acabar... cada momento foi especial. Por incrível que pareça, posso dizer que foi a melhor maneira de comemorar minha formatura (calma que lá vem mais coisa sobre esta parte). E que venha o próximo Carnaval em Salvador... (calma mãe, calma pai! Só daqui uns anos! Heheh).

“Prometo exercer a minha profissão em benefício do interesse público. Defender a liberdade de expressão. Respeitar o código de ética, zelar pelas instituições democráticas do meu país. ASSIM PROMETO”!

E não é que agora sou jornalista messssmo, gente? Formei! É, formei!!! Com direito a Colação de Grau, retaurante, missa, festa e um belo dum evento (piada interna – kkk): o meu churrasco!!!

Para os desavisados, desnaturados ou não convidados, a formatura ocorreu a partir do dia 04 de março. Um sonho!!! A Colação de Grau foi um momento mágico! Realmente é uma coisa de arrepiar... chorei d++++ (tá Mara, agora conta uma novidade). Teve família, amigos, colegas de sala... pura emoção. Papai e mamãe (os responsáveis pela realização do sonho); tia Eva e tia Márcia; tio Paulinho e tio José Carlos; Vó Aparecida; Cris e Juinho. Bia, Gabi, Vilma e tia Ana. Ana e Tiago. Teve também a Maísa formando junto comigo e a família dela.

Na sexta, dia 06 foi a missa. Com todo o perdão de Deus, um FIASCO! Que que foi aquilo, alguém me explica? O padre num falava nada com nada e nada com concordância verbal. O cerimonial deixou a desejar, a igreja era longe e pra completar, pularam a minha leitura... kkkk bem feito! (Pode falar você pensou exatamente isso). Depois da missa, pelo menos, fomos para a festa da Simone. Esta sim foi show!!! Dançamos, bebemos e curtimos até altas horas!

E no sábado foi o tão expero dia do meu churrasco. Muita alegria, diversão e felicidade. Tudo reunido ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Posso dizer, com toda convicção, que foi a melhor maneira que encontrei de fechar com chave de ouro esse ciclo da minha vida. Os amigos, os verdadeiros amigos, estavam todos presentes!!! Tinha colegas de trabalho e tinha família também. Mas o melhor era que tinha papai e mamãe!

Pena que teve que acabar... cada momento foi especial. Por incrível que pareça, posso dizer que foi a melhor maneira de comemorar minha formatura (a repetição foi intensional). E que venha a próxima formatura... (calma mãe, calma pai! Só daqui uns anos! Heheh).